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Aonde foi parar a tradicional política mineira?

Publicado em 24/10/2008
wiki repórter
Soares
Divinópolis-MG
 

Leonardo Quintão e Márcio Lacerda: disputa acirrada, marcada por golpes baixos. - Foto: web (montagem: Soares)

Minas Gerais sempre se orgulhou de seu estilo peculiar de fazer política. Formados na tradição de Milton Campos, Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves, Israel Pinheiro e Magalhães Pinto, os políticos mineiros se deixam envaidecer pelas suas "virtudes", entre as quais a habilidade, a discrição e o espírito conciliador. Tudo isso, é claro, temperado por uma boa dose de astúcia política. Nem sempre essas "virtudes" estiveram presentes, o que reforça a tese dos que dizem que o alegado jeito mineiro de fazer política é puro folclore.

Na atual disputa eleitoral pela prefeitura de Belo Horizonte, por exemplo, a tradição foi mandada às favas.Os candidatos finalistas perderam o equilíbrio e o pudor, trocaram a elegância pela grosseria, e partiram para a agressão mútua. No primeiro turno, enquanto se mantinha na confortável posição de líder absoluto nas pesquisas, com passaporte direto para o poder, sem a necessidade do segundo turno, Márcio Lacerda praticamente não tomou conhecimento de seus adversários. Na transição do primeiro para o segundo turno, Leonardo Quintão, candidato do PMDB, cresceu, apareceu e ultrapassou o favorito, numa demonstração de que o eleitorado belorizontino não havia digerido um candidato desconhecido que lhe havia sido imposto por uma atípica aliança entre o PT e o PSDB.

Em desvantagem, Lacerda baixou o nível de sua campanha e, em vez de propostas, preferiu desqualificar o seu adversário. Por seu turno, Quintão, muito jovem para conhecer a velha arte mineira de fazer política com elegância, exagerou na dose do revide: passou a acusar Lacerda de "criminoso comum" - por ter praticado assaltos a bancos, quando atuava em grupos clandestinos que combatiam a ditadura militar -, e de "beneficiário do mensalão" - por ter recebido dinheiro do esquema de Marcos Valério, como tesoureiro da campanha de Ciro Gomes à presidência em 2002.

A troca de acusações chegou ao nível mais baixo na última quarta feira, quando ambos participaram do debate na TV Alterosa (SBT). Sob pressão, pela reação de Lacerda nas últimas pesquisas divulgadas, que levou a disputa ao empate técnico, Quintão esqueceu definitivamente os bons modos e reforçou com maior veemência todas as acusações feitas ao adversário nas últimas semanas. O eleitor, mais interessado em conhecer as propostas de governo de cada um deles, deve ter saído do debate atônito e indignado.

Ao final, ficou a impressão de que qualquer que seja o vencedor, BH não ficará bem servida. De um lado, um candidato obscuro, sisudo, com pouca experiência política e, sobretudo, fruto de um acordão que visa levar Aécio ao Palácio do Planalto e Pimentel ao Palácio da Liberdade. Do outro lado, um candidato com toda pinta de arrrivista e demagogo, pouca consistência nas propostas de governo, e nenhuma experiência administrativa. Semelhantes, apenas na vontade de se destroçarem mutuamente. Como se vê, a tradição política de Minas está sendo atirada no lixo.

Em 1961, o escritor Otto Lara Rezende foi convidado pelo amigo Magalhães Pinto, governador de Minas Gerais, para redigir uma declaração que esclarecesse a posição do Estado em relação à posse do vice-presidente João Goulart, o Jango. Consta desse documento uma pérola de exemplo da posição matreira que sintetiza bem o espírito político de Minas, escrita por Otto: "Minas está onde sempre esteve". Pelo que se tem assistido na atual disputa pela prefeitura da capital, não está mais.


Do blog do Soares

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COMENTÁRIOS

24/10/2008 - henrique - bh
aff q lixo, nada o que fazer. em q vc votou? sabe das coisas aki? se o povo escolheu o candidato então vc tá nos chamando de burros ignorantes vsf.

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