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Economia

A crise e os discursos tolos

715 acessos - 9 comentários

Publicado em 08/10/2008 pelo(a) Wiki Repórter Soares, Divinópolis - MG



Crise? Que crise? Vai perguntar para o Bush. - Foto: Edição: Soares

A crise financeira que afeta a economia norte-americana tem sido comemorada por muitos como um sintoma evidente do fim do capitalismo. Os que estão saudosos dos tempos da União Soviética e países congêneres atribuem a atual crise ao mesmo simbolismo que a queda do muro de Berlim teve para o fim do comunismo, prevendo, desde já, um futuro tenebroso, com quebras de bancos e instituições financeiras, falência de empresas e corporações, paralisação do comércio internacional, desvalorização das principais moedas, desemprego em massa e depressão. Os pessimistas chegam a prever algo muito pior do que aconteceu na década de 1930, levando-se em conta a globalização da economia.

Calma, pessoal! Não é bem assim. Em primeiro lugar, a atual crise, em que pese a gravidade que assumiu, tem se limitado, por enquanto, ao mercado de empréstimos e financiamentos, e não atingiu o que os economistas chamam de "economia real", ou seja, a que engloba o setor da produção de bens de capital, de consumo e de serviços. Em segundo lugar, a crise não foi causada pela falência do modelo "neoliberal", como querem os desafetos do capitalismo, simplesmente porque esse modelo não existe da forma como a esquerda a retrata. Por mais "liberal" que a economia norte-americana e de outras nações capitalistas possam parecer, os bancos centrais, as agências de fiscalização e regulamentação, e os fundos de reserva, funcionam como freios e, se muitas vezes, como agora, costumam falhar na missão de dar respostas rápidas a qualquer sinal de perigo, podem se úteis para evitar que as crises fujam do controle.

Uma crise dessa natureza tem, pelo menos, 50% de componentes psicológicos: da apreensão ao medo, do medo ao pânico, e do pânico ao desespero. A primeira tarefa que se impõe é acalmar os mercados e tranquilizar a sociedade, evitando que a bola de neve assuma uma dimensão e uma força fora de controle. Nesse sentido, o socorro financeiro do governo norte-americano aos bancos em situação de falência, discutido pelo Congresso e avalizado pelos dois candidatos à presidência, foi uma providência correta e imprescindível para evitar que a crise se propague como uma epidemia.

A decisão de injetar cerca de US$ 700 bilhões de recursos públicos para salvar instituições privadas, apesar das críticas, foi uma forma acertada de evitar o pior, ou seja, o gigantesco prejuízo que milhões de pessoas que tinham as suas poupanças, seguros e pensões confiados a essas instituições. Portanto, o ato de socorro, embora agrida os princípios do liberalismo econômico, foi uma necessidade, levando-se em conta que a ausência do governo nesse caso, significaria, aí sim, um golpe fatal na economia norte-americana.

Guardadas as devidas proporções, a mesma crítica que se faz agora ao socorro do governo ao sistema financeiro foi feita ao governo de FHC por ocasião do PROER. Atacado duramente pela oposição petista, viu-se depois que se tratou de uma mediada acertada, pois salvou os correntistas, deixou que os bancos fossem incorporados por outras instituições, ou naufragassem naturalmente, e tornou o mercado bancário brasileiro menos instável, o que, ao final, viria beneficiar o próprio governo petista.

Os primeiros sinais da crise já chegaram ao Brasil, na forma de retirada de ativos para cobrir rombos no exterior, na insegurança dos pequenos bancos e instituições de crédito, e nas oscilações frenéticas dos índices da Bovespa. Nada ainda que seja motivo de pânico, mas nada também que permita cruzar os braços e negligenciar medidas preventivas contra a ameaça que se avizinha. Nesse sentido, o comportamento e as declarações do presidente Lula têm sido, mais uma vez, lamentáveis.

Durante o desenrolar da crise, não ouvimos do presidente nenhuma manifestação que traduzisse sensatez, equilíbrio e discernimento. Pelo contrário, o estadista de Garanhuns usou e abusou do gracejo, da ironia e do deboche para se referir aos apertos por que passa a economia norte-americana. Entre outras pérolas, relativizou a crise - "Crise? Que crise? Vai perguntar para o Bush."; ironizou a situação dos bancos - "Bancos importantes que passaram a vida dando palpites sobre o Brasil estão quebrando"; e atacou o FMI - "O FMI passou anos dando lições ao Brasil e agora está quietinho". Discursos tolos não evitam nem amenizam as crises econômicas.

O que Lula não disse, e talvez nunca diga por motivos óbvios, é que a aparente solidez em que o Brasil se encontra não foi obra do acaso, nem fruto de uma política pensada e aplicada pelo seu governo. É herança do governo do seu antecessor, quando foi posta em prática a estabilidade da moeda, dado início a reforma do Estado, com a reforma da previdência e as privatizações das estatais, e ajustadas as contas públicas, sob a orientação e controle do FMI , contra o qual o presidente Lula hoje vocifera. Em vez de destilar ironias e remoer antigas frustrações, Lula agiria melhor se fizesse o dever de casa.

O país atingiu a relativa tranqüilidade em que se encontra, com reservas superiores a US$ 200 bilhões e o PIB crescendo na ordem de 5,5%, graças à organização das contas públicas segundo o receituário do FMI, e o crescimento das exportações, no primeiro mandato de Lula. No segundo mandato, entretanto, o desejo de se perpetuar no poder vem fazendo com que o populismo supere a prudência. Com isso, a máquina pública se torna cada dia mais inchada, as políticas públicas são orientadas para gastos cada vez com o assistencialismo, em detrimento com investimentos em educação, e o mercado prefira o ganho fácil das aplicações garantidas por juros estratosféricos do que os lucros advindos dos investimentos na produção.

Portanto, embora o governo petista queira fazer crer que nos encontramos numa ilha de paz segurança e prosperidade, o Brasil é, de fato, um organismo enfraquecido, campo propício para que as bactérias da crise proliferem. Que o governo, portanto, trate de fortalecer o organismo em vez de deitar falação. Porque, apesar do desejo incontido de muitos, o capitalismo não acabou, e ele não está imune às crises.

http://blogdofasoares.blogspot.com


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Publicado pelo(a) Wiki Repórter
Soares
Divinópolis - MG



Comentários
01
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luferom
Brasília 13/10/2008

A queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética não puseram fim ao comunismo, que continua, reciclado com cores capitalistas, na China, fora os exotismos de Cuba e Coréia do Norte. A crise financeira global de agora não representará certamente o fim do liberalismo econômico, mas este não será mais o mesmo, pois duvido que depois de o sistema financeiro ter sido salvo com dinheiro dos contribuintes dos EUA, Europa e do resto do mundo, alguém tenha a cara-de-pau de afirmar que o mercado se regula por si próprio e que governo só atrapalha. Quem sabe alguém descobre que o comunismo, afinal, não era tão ruim assim.


 
02
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HEHE
HEHE 10/10/2008

Viúvas do FHC. Quando o Serra vier como candidato em 2010 e se tornar presidente (com a ajuda de amebas como vocês), verão o que é afundar um País, assim como os neotucanos do PSDB fizeram em São Paulo...


 
03
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Emerson Durão
Florianóplis 10/10/2008

O que mais me causa admiração são os comunistas que anunciam o fim do capitalismo. Devem ter urticária quando alguém defende a liberdade e o capitalismo. São uns incompetentes, tem pavor da livre concorrência e adoram viver sob a sombra do Estado. Têm crises de urticária quando um artigo ou comentário elogia o capitalismo. Uma pergunta: por que ficam no Brasil? Vão pra Cuba ou pra Coréia do Norte beijar os pés dos seus chefões.O capitalismo, mesmo com as crises, já dura, no mínimo, quatro séculos. O comunismo não durou mais do que sete décadas.


 
04
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nois é nois
nois 09/10/2008

Pessoal, fiquem tranqüilos. Caso a crise tenha grandes proporções, e com certeza terá, nosso babuíno ficará caladinho. Quem vai tentar resolver são aqueles que fazem uso de nossa marionete de plantão. Exemplo: Zé Dirceu, Meirelles, Palocci, José Zebuíno, e tem também um homem que eu particularmente acho muito inteligente, no papel de vice-presidente, José Alencar. Esses citados fazem parte do governo, sim senhor. Caso haja controvérsia, fiquem à vontade, aqui ninguém é dono absoluto da verdade!!! Alô, srs. adeptos de Lula, por favor fiquem à vontade, venham até nós e digam: nossa, quanta besteira!!


 
05
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Hu
brasilia 09/10/2008

Gostaria de lembrar que existe um poder chamado Legislativo onde estão incrustrados elementos que gastam uma cordilheira de dinheiro do contribuinte do Brasil. Estes elementos estão no Congresso para fiscalizar e leslislar sobre os problemas do Brasil e exigir o fiel cumprimentro das leis. Além disso, ainda temos o famoso Tribunal de Contas da União, onde existem auditores altamente especializados que devem auxiliar os congressistas para colocar o poder executivo no seu devido lugar. Até hoje não sei para que estão estes elementos na base de ssutentação da democracia do Brasil. A oposição nada faz, nada diz (desde quando Lula era oposição). Nem o PFL, PT, PSDB, PMDB, DEM ... nenhum deles demostraram defender o Brasil (contribuintes honestos). Os políticos do Brasil não parecem que são brasileiros. Será que eles estão no poder só para arrombar o país chamado Brasil? Perguntar não ofende.


 
06
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Mario Illon
Ponta Grossa 09/10/2008

Temos que rezar e torcer para que Deus e todos os santos iluminem a cabeça do nosso pseudo presidente. Isto porque ele não demonstra o mínimo preparo para lidar com temas econômicos. Se a crise chegar pra valer no Brasil, estaremos todos perdidos. Portanto, temos que rezar e torcer.


 
07
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SPOCK
São paulo 09/10/2008

Lembram-se do "ESPETÁCULO DO CRESCIMENTO"? Enquanto o Governo estava imerso em corrupção e inépcia administrativa, o povo só entendia do "Espetáculo" econômico criado pelo farsante. Hoje temos o PAC... INAUGURAÇÕES DE PLACAS com a presença do presidente. E HAJA DISCURSOS TOLOS!!!


 
08
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SPOCK
São paulo 09/10/2008

Ainda me lembro. Quando do início do PLANO REAL, de FHC, lula comentou que este Plano não duraria 6 meses. O Plano Real estabilizou notavelmente a Economia e se desfez de inúmeras Estatais emperradas em burocracia e corrupção. A capacidade de lula em argumentar algo que faça sentido é praticamente nula. Afinal, como ele mesmo disse: "Eu não pertenço a esse sistema solar".


 
09
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SPOCK
São paulo 09/10/2008

A inteligência de Lula supera até a de um chimpanzé. Incrível mas é verdade. O molusco até consegue falar, se bem que são frases estúpidas... Mas o povaréu adora.


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