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Cotidiano

O racismo não cordial do brasileiro

466 acessos - 0 comentários

Publicado em 03/01/2012 pelo(a) Wiki Repórter valdeck, Salvador - BA



Enviado por luisnassif, seg, 02/01/2012 - 19:01

Por Mario Sergio

Neste final de ano pude testemunhar e viver a vergonha dessa praga do racismo aqui em nossa multicultural São Paulo. E com pessoas próximas e queridas. Não dá para ficar calado e deixar apenas o inquérito policial que abrimos tomar conta dos desdobramentos desse episódio lamentável e sórdido.

Na sexta feira, 30, nossos primos, espanhóis, e seu pequeno filho de 6 anos foram a um restaurante, no bairro Paraíso (ironia?) para almoçar. O garoto quis esperar na mesa, sentado, enquanto os pais faziam os pratos no buffet, a alguns metros de distância. A mãe, entre uma colherada e outra, olhava para o pequeno que esperava na mesa. De repente, ao olhar de novo, o menino não mais estava lá. Tinha sumido.

Preocupada, deixou tudo e passou a procurá-lo ao redor. Ao perguntar aos outros frequentadores, soube que o menino havia sido retirado do restaurante por um funcionário de lá. Desesperada, foi para a rua e encontrou-o encolhido e chorando num canto. Perguntado (em catalão, sua língua) disse que "o senhor pegou-me pelo braço e me jogou aqui fora".

O casal e a criança voltaram para o apartamento de minha sogra e contaram o ocorrido. Minha sogra que é freguesa do restaurante, revoltada, voltou com eles para lá. Depois de tergiversações, tentativas de uma funcinária em pôr panos quentes, enfim o tal sujeito (gerente??) identificou-se e com a arrogância típica de ignorantes, disse que teria sido ele mesmo a cometer o descalabro. Mas era um engano, mas plenamente justificável porque crianças pedintes da feira costumavam pedir coisas lá e incomodar. E que ele era bom e até os alimentava de vez em quando. Nem sequer pediu desculpas terminando por dizer que se eles quisessem se queixar que fossem à delegacia.

Minha sogra ligou-me e, de fato, fomos à delegacia do bairro e fizemos boletim de ocorrência. O atendimento da delegada de plantão foi digno e correto. Lavrou o BO e abriu inquérito. Terminou pedindo desculpas e que meus primos não levem uma impressão ruim do Brasil.

Em tempo: o filho de 6 anos é negro. Em um e-mail (ainda não respondido pelo restaurante Nonno Paolo) pergunto qual teria sido a atitude se o menino fosse um loirinho de olhos azuis.


COMENTÁRIO DE VALDECK ALMEIDA DE JESUS
Lastimável e vergonhoso. Mas, infelizmente, esta é a realidade no Brasil inteiro. Em Salvador, a chamada ROMA NEGRA, acontece todo dia e toda hora. De tão comum, nada se faz para coibir. Nos shoppings da cidade é corriqueiro os seguranças "perseguirem" meninos e meninas negras maltrapilhas (aí é racismo e discriminação social, juntos), que correm para a porta de saída. Isso, quando conseguem driblar a vigilância e entrar nesses estabelecimentos.

Ser negro, nesse país, é como se portasse uma doença altamente contagiosa e que estivesse estampada na testa a sua periculosidade.

Mas esta é a política que se adota na Nação inteira: quem tem dinheiro ou tem boa aparência (????) é tratado a pão de ló... O resto, ah, o resto que coma lixo, que morra na portas dos hospitais, que tome tiro nos becos e favelas. A sentença é dada previamente para quem é assassinado nessas condições: envolvimento com tráfico de drogas. Nem precisa investigar. Basta ser negro para ser condenado à morte ou a viver à margem do CONSUMO.

Fonte: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-racismo-nao-cordial-do-brasileiro#comment-735338

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