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Política

Homenagem a Yitzhak Rabin, assassinado há 16 anos

370 acessos - 0 comentários

Publicado em 09/11/2011 pelo(a) Wiki Repórter Mauro Wainstock, Rio de Janeiro - RJ



  - Foto: Divulgação
Deu no JORNAL ALEF - ISRAEL E O MUNDO JUDAICO:

De Yitzhak Rabin, ex-primeiro-ministro de Israel, assassinado há 16 anos: "A paz não é somente uma bênção; é a primeira de todas em nossas rezas" .

Abaixo, o último discurso proferido por Yitzhak Rabin, minutos antes de ser assassinado na "Praça dos Reis" (atualmente "Praça Yitzhak Rabin"), em Tel- Aviv:

"Permitam-me dizer que estou profundamente emocionado. Eu quero agradecer a cada um e a todos vocês, que vieram aqui hoje manifestar-se contra a violência e a favor da paz. Este governo, que eu tenho a honra de dirigir, ao lado de meu amigo Shimon Peres, decidiu dar uma chance à paz - uma paz que resolverá a maioria dos problemas de Israel. Eu fui um militar durante 27 anos. Lutei enquanto não havia chances para a paz. Eu acredito que agora existe uma chance para a paz, uma grande chance. Nós precisamos aproveitá-la pelo bem daqueles que aqui estão, e também pelo bem daqueles que não estão aqui - e existem muitos deles. Eu sempre acreditei que a maioria das pessoas quer a paz e está pronta para assumir riscos para a paz. Ao virem aqui hoje, vocês demonstram que, juntos àqueles muitos outros que não vieram, as pessoas realmente desejam a paz e se opõem à violência. A violência destrói a base da democracia israelense. A violência deve ser condenada e isolada.

Este não é o modo do Estado de Israel. Numa democracia pode haver diferenças, mas a decisão final será tomada em eleições democráticas, como as eleições de 1992 que nos deram o mandato para fazermos o que estamos fazendo, e para continuarmos este curso. Eu quero dizer que estou orgulhoso do fato de representantes de países com quem estamos vivendo em paz estão presentes conosco aqui, e continuarão a estar aqui: Egito, Jordânia e Marrocos, que abriram a estrada da paz para nós. Eu quero agradecer ao Presidente do Egito, ao Rei da Jordânia e ao Rei do Marrocos, representados hoje aqui, pela sua parceria conosco em nossa marcha a caminho da paz. E, mais do que qualquer outra coisa, nos mais de três anos de existência deste governo, o povo de Israel provou que é possível fazer a paz, que a paz abre portas para uma melhor economia e sociedade; que a paz não é somente uma bênção. A paz é a primeira de todas em nossas rezas e também é a aspiração do povo judeu, uma aspiração genuína. Há inimigos para a paz que estão tentando nos ferir, para bombardear o processo de paz. Eu quero dizer, diretamente, que nós encontramos um parceiro para a paz entre os palestinos também: a OLP, que era um inimigo, e que deixou de se engajar no terrorismo. Sem parceiros para a paz, não pode haver paz.

Nós demandaremos que eles façam a sua parte para a paz, assim como nós faremos a nossa parte para a paz, com o intuito de resolver o aspecto mais complicado, prolongado e carregado emocionalmente do conflito árabe-israelense: o conflito palestino-israelense. Este é um caminho carregado de dificuldades e dor. Para Israel, não há caminho sem dor. Mas o caminho da paz é preferível ao caminho da guerra. Eu digo isto a vocês como um militar, alguém que é hoje o Ministro da Defesa e vê a dor da família dos soldados do Tzahal. Por eles, por nossos filhos, no meu caso por nossos netos, eu quero que este governo exaure todas as aberturas, todas as possibilidades, para promover e atingir uma paz completa. Até mesmo com a Síria será possível fazermos a paz. Este esforço deve mandar uma mensagem ao povo de Israel, ao povo judeu ao redor do mundo, às muitas pessoas no mundo árabe e, de fato, ao mundo inteiro, de que o povo de Israel quer a paz, apóia a paz. Por isso, obrigado".

Saiba mais sobre Yitzhak Rabin:


Filho de pai norte-americano e mãe nascida na Rússia, Yitzhak Rabin nasceu em Jerusalém mas, quando tinha um ano, sua família se mudou para Tel-Aviv, onde ele cresceu e frequentou a escola. Em 1941, já formado pela Escola de Agricultura Kadoorie, ingressa na Haganá, uma organização paramilitar judaica, e dentro desta no seu corpo de elite, o Palmach, onde foi oficial de operações. Durante a Guerra de Independência (1948-1949) comandou a brigada Harel que conquistou a parte Ocidental de Jerusalém. Com o cessar fogo de 1949, foi membro da delegação israelita nas negociações de paz com o Egito. Em 1948 se casou com Lea Schlossberg, sua esposa durante os seguintes 47 anos. O casal teve dois filhos, Dalia (Pelossof-Rabin) e Yuval.
Entre 1964 e 1968 exerceu as funções de Chefe do Estado-Maior do Exército israelita, tendo sido um dos responsáveis pela vitória de Israel na guerra de 1967, que o opôs o país aos seus vizinhos árabes. Após se aposentar das Forças de Defesa de Israel, tornou-se embaixador nos Estados Unidos entre os anos de 1968 e 1973. Nesse ano regressa a Israel, onde é eleito deputado no Knesset (Parlamento), pelo Partido Trabalhista. Foi Ministro do Trabalho no governo de Golda Meire depois eleito primeiro-ministro, mas demite-se em 1977. Entre 1985 e 1990 é membro dos governos de unidade nacional, onde desempenhou as funções de Ministro da Defesa, tendo implementado a retirada das forças israelitas do sul do Líbano.

Em 1992 foi eleito líder do Partido Trabalhista e tornou-se primeiro-ministro pela segunda vez. Desempenhou um importante papel nos Acordo de Paz de Oslo, que criaram uma Autoridade Nacional Palestina com algumas funções de controle sobre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Em Outubro de 1994 assinou o tratado de paz com a Jordânia. Foi agraciado com o Nobel da Paz em 1994 pelos seus esforços a favor da paz no Oriente Médio, honra que partilhou com Shimon Peres e com o então líder da OLP, Yasser Arafat. No dia 04 de novembro de 1995 foi assassinado pelo estudante Yigal Amir, militante de extrema-direita que se opunha às negociações com os palestinos, quando participava num comício pela paz na Praça dos Reis (hoje Praça Yitzhak Rabin) em Tel Aviv. A sua viúva faleceu em 2000 de cancro no pulmão. O túmulo do casal encontra-se no cemitério do Monte Herzl em Jerusalém.

JORNAL ALEF - ISRAEL E O MUNDO JUDAICO

Criado em 1995 pelo jornalista Mauro Wainstock, o Jornal ALEF é direcionado aos leitores interessados em informações sobre judeus, judaísmo, o mundo judaico e o Estado de Israel. Publica notícias, estimula debates e promove eventos sócio-culturais. São 70.000 assinantes em 40 países, além dos mais de 10 mil seguidores nas redes sociais.

O Jornal ALEF é, de acordo com manifestação expressa da ONU, “fonte de referência séria para veículos nacionais e internacionais”. Entre eles está o francês Le Monde, que frequentemente reproduz reportagens publicadas no Jornal ALEF. São muitos os reconhecimentos, entre os quais mensagens do presidente Lula (“Parabéns à equipe que dá vida ao Jornal ALEF”), da Unesco (“O Jornal ALEF é um instrumento de informação transparente sendo de extrema importância”), do Congresso Judaico Latino-Americano (“Ese soberbio informativo, de lectura imprescindible, que enaltece a la comunidad judía brasileña y a la prensa judía del continentee”) e de muitas outras autoridades. Entre os prêmios e homenagens recebidas estão: “Moção de Louvor”, “Honra ao Mérito”, “Certificado de Excelência”, “Medalha de Mérito Pedro Ernesto”, “Prêmio Adolpho Bloch de Jornalismo”, “Prêmio Homem de ação, homem de valor”, "Moção de Louvor-Embaixador da Paz no Mundo".

Site: http://www.jornalalef.com.br

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