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Economia

Inflação x crescimento: A síndrome do retroacelerador

762 acessos - 1 comentários

Publicado em 22/05/2011 pelo(a) Wiki Repórter Didymo Borges, Recife - PE



A alegada necessidade dos gestores de política econômica de aplicar frenagem na economia sempre que ela cresce mais aceleradamente nos leva a crer que o Brasil sobre da "síndrome do retroacelerador". - Foto: Dreamstime Photos
É consensual que o setor público do Brasil é ineficiente, ineficaz e, ainda pior, é ccorrupto. Isto faz com que a atividade produtiva no país tenha de enfrentar como primeiro obstáculo a ineficiência do serviço público, o sucateamento da infra-estrutura pública (tais como portos, estradas, aeroportos, ferrovias, meios de comunicação, etc.) , o emperramento dos serviços públicos ( segurança, saúde e educação), um sistema tributário composto por um cipoal arrecadatório que suga as reservas e desanimam os empreendedores. È por isso que merece especial atenção a pesquisa, produzida pelo Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Administração, da Suíça, em parceria no Brasil com a Fundação Dom Cabral, e que analisa quinze item de interesse para o desenvolvimento econômico-social do Brasil e que corrobora com a constatação pouco animadora da precariedade do setor público no nosso país. Ironicamente o que deveria ser comemorado como a melhoria dos salários dos trabalhadores acaba por se constituir num adicional desaafio para as autoridades. É que o crescimento dos níveis salariais é incompatível com a produtividade do trabalhador brasileiro pouco escolarizado e sem preparo tecnológico para garantir eficiência à atividade laboral. É nesta observação um tanto contraditória que se pode estabelecer uma relação causal entre o estado do sistema educacional e a o estorvo representado pela ineficiência do poder público.

Para se ter ideia das contradições resultantes do desaparelhamento do setor público basta que se considere a crise causada pelo surto inflacionários nestes primeiro meses de 2011. É que o aquecimento da economia é tido como motivo da elevação dos índices de preços, seja no varejo , seja no atacado. Isto nos leva a outra contradição qual seja a de que a economia brasileira não pode crescer a taxas mais elevadas sob pena de causar pressão inflacionária.

O pior é que os remédios anti-inflacionários são sempre recessivos, ou seja, provocam frenagem no ritmo de crescimento da economia. O principal instrumento anti-flacionário que vem sendo usado é a taxa de juros. A elevação da taxa de juros é um eficaz redutor da intensidade dos negócios uma vez que torna o produto mais caro para o consumidor final. Um dos setores mais atingidos com a elevação da taxa de juros é automobilístico já que a compra do automóvel é feita em grande percentual a longo prazo, por vezes em mais de 60 meses.

Um outro instrumento de política anti-inflacionária é, também, recessivo que é incidência tributária sobre a operação financeira ( o IOF). Quanto maior a alíquota do IOF, mais caro será a compra dos bens durávies tais como a geladeira, o televisor, a máquina de lavar roupa, o fogão, etc. Presume-se, assim, que a elevação da tarifa do imposto incidente sobre a operação financeira tem também como efeito secundário um freio nas atividades produtivas. Tudo isto nos leva a uma conclusão dolorosa: a infra-estrutura da economia brasileira sobre de um vício endógeno que não lhe permite crescer a níveis mais acelerados. Trata-se de um desafio a ser vencido pelas futuras gerações de brasileiros.

Didymo Borges
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Folha de S.Paulo – 21/05/2011

POSIÇÕES PERDIDAS 

Brasil tem queda em ranking de ambiente para negócios; ineficiência governamental faz o país retroceder à 44ª colocação ocupada em 2006O ambiente para negócios no Brasil, sempre um dos pontos fracos do país, deteriorou-se. É o que indica ranking global de competitividade divulgado nesta semana.Após três anos em que galgava lentamente posições, o Brasil caiu da 38ª para a 44ª colocação.

O estudo abrangeu 59 países.Rankings, pelo simples fato de buscar comparar elementos nem sempre comparáveis, não devem ser recebidos como atestados definitivos. No entanto parece inegável que os problemas apontados pelo trabalho são muito reais.A pesquisa, produzida pelo Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Administração, da Suíça, em parceria no Brasil com a Fundação Dom Cabral, analisa 20 itens. Foram reunidos em quatro grupos -desempenho econômico, eficiência do governo, eficiência dos negócios e infraestrutura.

Chama a atenção, sob o aspecto negativo, que o Brasil seja o país que registra, entre todos os analisados, a maior diferença entre a eficiência dos negócios (29ª posição) e a do governo (55ª).Um fator alarmante reside no fato de que, a despeito do desempenho econômico positivo do país nos últimos anos, problemas estruturais que travam o ambiente de negócios não foram atacados.

Desafios históricos, como o emaranhado tributário e a infraestrutura deficiente, continuam a emperrar empreendimentos e tornar um pesadelo os planos de quem almeja investir no país. Soma-se a isso o câmbio sobrevalorizado, que torna mais vantajoso importar do que produzir.

O crescimento recente acabou, ironicamente, por erguer novas barreiras. O mercado de trabalho aquecido leva a salários que não condizem com a produtividade da mão de obra, no contexto do mercado internacional. A maioria dos trabalhadores brasileiros tem formação ainda distante da ideal.A receita para fugir da armadilha da falta de competitividade é conhecida, mas nunca levada a cabo: simplificar a legislação tributária, desburocratizar as regras para negócios, melhorar a infraestrutura e investir em educação.O primeiro passo é abandonar a ilusão de que tudo vai bem e reconhecer que resta muito por fazer. 

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Publicado pelo(a) Wiki Repórter
Didymo Borges
Recife - PE



Comentários
01
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JuceleiB.G.Alcaraz
Praia Grande SP 23/05/2011

Gostaria que fizesse uma reportagem sobre os sindicatos, pagamos um dia de trabalho, depois cobram de novo por categoria (a exemplo: a servente (limpeza) tem que pagar para o sind. do auxiliares de administração das escolas ) e mesmo que não queira, até pode não pagar mas é muita burocracia então fica mais fácil falar : Tem que pagar. E atualmente pouco se faz.
Obrigada.
Sei que não tem nada haver com a reportagem acima, mas é um desabafo e um pedido de apoio.


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