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A nova era das eleições; a era dos “fanfarrões”. Um tapa na cara!

Publicado em 16/09/2010
wiki repórter
Daniellobo
Rio de Janeiro-RJ
 

Com o aproximar das eleições, basta alguns minutos a frente da TV para presenciarmos um fenômeno novo que era uma semente em 2006, mas que agora já começa a mostrar seus primeiros galhinhos em 2010.

Trata-se de famosos que, no desespero de não serem esquecidos na memória popular, se aventuram em querer fazer política.


Temos, palhaços (não no sentido figurado sempre tivemos, me refiro no sentido literal), pagodeiros, atores, apresentadores etc, a grande maioria (há exceções, claro), se vendo cada vez menos na TV, resolveram "invadi-la" nos programas eleitorais, mesmo com poucas propostas e os famosos clichês "mais saúde e educação", deixando claro que seu alvo é o eleitorado mais humilde.


Tal fenômeno fez nascer uma ira ferrenha da classe média (da qual pertenço, diga-se de passagem, mas que não tenho o menor orgulho e pertencer). Tal fatia da sociedade chama de "absurdo, palhaçada", e muitos outros impropérios a respeito de tal fenômeno, mas se esquece que, pelo menos por um bom tempo ainda, estão mais próximos das classes mais baixas do que das mais altas (pois a nossa riqueza ainda é absurdamente concentrada), e mesmo assim, por uma ignorância que tanto repudiam e se consideram imunes, se acham no direito de criticar e até mesmo humilhar seus "vizinhos siameses" de baixo.


Dizem que "estão esculhambando já", que "estão tratando coisa séria com brincadeira" etc etc. Eu pergunto: quem de fato está brincando ou esculhambando? Quem é mais ignorante? Criticam que os humildes "trocam" seu voto, por programas assistencialistas, vaga num determinado colégio e por aí vai. E classe média, não se vende? O microempresário não "paga um café" para o servidor público adiantar aquela certidão para ele atuar na legalidade, ou participar de uma licitação? O motorista não faz o mesmo para não ser multado no trânsito? Não pagam para um delegado mandar colocar uma viatura da polícia na esquina da rua do seu comércio/empresa[1]?


Se determinado candidato prometer que vai reduzir a multa derivada de dispensa sem justa causa não conquista os votos deles? Ou se prometer abaixar o imposto sobre a importação de eletrônicos e produtos de informática vindo dos EUA, a classe média não vai ficar feliz? A classe média assina a carteira das suas empregadas domésticas?


É como diz o ditado, "macaco senta no rabo para falar do dos outros". Me pergunto: por que as classes mais baixas não podem se fazer representar no poder, se são eles que mais pagam impostos e são os que menos recebem de volta? Quando aparece um "Restaurante Popular, uma Internet Banda Larga grátis" logo vem às classes médias e altas dizendo que "somos nós que os sustentamos". Discordo, penso exatamente o contrário, são eles que nos sustentam, já que quanto mais recebemos, mais temos as oportunidades de pagarmos menos tributos.


 A previdência privada abate do Imposto de Rendo (IR), determinados investimentos, seguindo certas regras, podem ter até isenção de impostos, as micro, pequenas e médias empresas gozam de vários incentivos fiscais, e regras para serem menos oneradas com tributos. As ruas dos  bairros médios e altos estão sempre limpas e bem conservadas, quem paga essa conta?


Já os mais humildes se sacrificam muito mais, pagando as mesmas alíquotas de impostos para comprar itens essenciais para se manterem, como remédios, alimentos etc, fato que os impossibilitam de ter viver, garantindo, quando muito a sobrevivência. E mesmo com tudo isso eles não podem se fazer representar? Não podem exercer o voto livre sem ouvir críticas preconceituosas?


Ora, na minha visão, não só a política, como o país de uma forma geral é uma palhaçada e esculhambação desde 1500. Por que não seguimos a sugestão do saudoso Cazuza quando disse "Brasil, mostra a tua cara..."? Vamos logo tirar as máscaras. Já ouvi gente dizer "gente eleger palhaço e pagodeiro é fogo", mas se esquecem de que os cultos e intelectuais nada fizeram pelo verdadeiro povo brasileiro. Este "monstro eleitoral" foram eles mesmos que criaram e agora o povo resolveu dar uma resposta. Querem aprovar um projeto? Ok, mas vão ter que negociar com palhaço e pagodeiro sim senhor! Vão ter que reformar aquela escola na periferia sim senhor, senão o projeto será arquivado.


Quando o Presidente Lula esteve na reunião para amenizar os efeitos da crise econômica mundial, com o G20 ele foi muito feliz quando disse "esta crise foi gerada por brancos de olhos azuis". Nada mais verdadeiro, mas faltou ele dizer que quem pagou a conta foram os mais humildes, com seus empregos, sua renda e até com sua comida, pois os "brancos de olhos azuis" não deixaram de viajar de 1º classe, de andar de lancha, nem de passear em Mônaco! Várias empresas sequer suspenderam os bônus milionários pagos com dinheiro público. Refaço a pergunta: quem pagou a conta?


Se o país é "democrático" (?!), deixem cada um exercer o seu direito de voto livre e secreto. Nossa elite é tão burra e ignorante que mesmo com todas as vantagens legais, financeiras e eleitorais (haja visa as regras absurdas das nossas eleições) e na mídia, nem assim conseguem se manter no poder.


Encerro dizendo para a classe média que "as mentes são como paraquedas, só funcionam abertas" (James Dewan), e sugerindo a Elite (em maiúsculo para não se ofenderem) que passem a aproveitar as viagens que os humildes lhes proporcionam para, quando forem aos EUA, procurem deixar de fazer compras nas lojas famosas e aprender um pouco com os americanos, eles sabem se blindar do poder!



[1] Fato mostrado no filme Tropa de Elite.

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