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Economia

O futuro é coisa séria

680 acessos - 1 comentários

Publicado em 11/12/2009 pelo(a) Wiki Repórter Silvia, São Paulo - SP



Por Benedicto Ismael C. Dutra

Todos conhecem a anedota de que o Brasil é o país do futuro e sempre o será. Ainda não vemos no Brasil o tipo de crescimento que vemos na Ásia. Eu acho que isto continua a ser uma esperança, e não uma perspectiva certa", disse perante uma plateia de empresários, em Buenos Aires, o prêmio Nobel da Economia de 2008, Paul Krugman. Ele não precisava exagerar tanto, taxando uma legítima esperança como sendo uma anedota. Independentemente disso, devemos ser sábios e prestar mais atenção naqueles que nos criticam do que naqueles que nos lisonjeiam, pois os que nos criticam muito poderão ajudar, fazendo-nos ver a situação de forma real.

Para Krugman, a China e a Índia despontam como economias em avanço, mas o Brasil nem tanto. De fato, a China, em sua cultura milenar, dispõe de fatores especiais como o bom preparo da mão-de-obra e a habilidade de seus dirigentes em não se deixar envolver em teorias econômicas que não trazem benefícios para eles. Além disso, há a liderança autocrática, que não permite contestações, e a precariedade de sua população, que necessita enfrentar uma forte competição na luta pela sobrevivência num País superpopuloso e com limitação nos recursos naturais. No entanto, deve ser ressaltada a disciplina do povo chinês.

Os chineses têm usado de muito bom senso, não permitindo a valorização de sua moeda, o que lhes tem dado esmagadora vantagem cambial no comércio internacional. O grande volume de superávit na balança comercial tem sido investido em propriedades pelo mundo, além do elevado montante aplicado em títulos do tesouro americano. Assim, a China consegue criar e manter muitos empregos porque os Estados Unidos e os demais países acharam bom consumir produtos baratos produzidos no exterior. Mas agora se percebe que os americanos foram habituados a consumir mais do que ganham, aumentando suas dívidas, e que a manutenção da valorização do dólar foi o principal fator que possibilitou a grande farra do consumismo das décadas passadas.

Em meio à crise, os americanos estão sem empregos suficientes, com salários menores e com muitas prestações vencidas e a vencer. A grande máquina de consumo está danificada. Mesmo assim, os produtos da China continuam com preços atrativos.

Então, o megainvestidor americano George Soros preconiza a necessidade de uma nova ordem mundial com uma nova moeda global, já que o dólar não tem condições de se valorizar e, ao mesmo tempo, fortaceler a economia americana. Mas para isso precisa do apoio da China, grande produtora de industrializados de consumo com eficiência e câmbio favorável, pois agora que o dólar se desvaloriza, a China adotou uma espécie de dolarização de sua moeda. Na atual situação, a China tem a seu favor as melhores condições para exportar tudo, importando menos, gerando um desequilíbrio desde há muitos anos, mas somente agora declarado como nocivo ao equilíbrio das finanças globais. Se a China exporta de tudo com preços imbatíveis, o que vão produzir os trabalhadores das outras regiões?

O que vai surgir disso é realmente uma charada digna de Sherlock Holmes, o detetive inglês mestre dos enigmas, pois apenas uns poucos se atrevem a opinar nessa questão tão complexa do sistema monetário, resolvida somente no século 20 após duas grandes guerras. Hoje, torna-se indispensável falar em mútua cooperação entre os povos para assegurar a paz e o progresso.

Somos responsáveis pelo nosso futuro e não podemos cometer os mesmos erros. Temos que tirar as necessárias lições disso tudo para não continuarmos sendo o País da anedota nem retornarmos à condição de reféns da dívida. O governo precisa ficar muito atento para que não nos tornemos um prato cheio para o capital especulativo volátil e para que os recursos públicos não sejam dissipados inutilmente, mas sim permanentemente investidos no fortalecimento da população, do mercado interno e das empresas locais, para que possamos atender nossas necessidades e ao mesmo tempo gerar um excedente exportável competitivo no mercado mundial. O importante é criarmos condições para que o País se fortaleça, com boa qualidade humana e de vida da população, com independência e segurança, e para isso é que a ciência econômica deve se prestar. Desejar um melhor futuro não é suficiente, é preciso querer de fato e estar disposto a agir.

* Benedicto Ismael Camargo Dutra é graduado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, articulista colaborador de importantes jornais de São Paulo e realiza palestras sobre temas ligados à qualidade de vida. Atualmente, é um dos coordenadores do www.library.com.br, site sem fins lucrativos, e autor dos livros Encontro com o Homem Sábio, Reencontro com o Homem Sábio, A Trajetória do Ser Humano na Terra e Nola - o manuscrito que abalou o mundo, editados pela Editora Nobel com o selo Marco Zero. E-mail: [email protected]


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Publicado pelo(a) Wiki Repórter
Silvia
São Paulo - SP



Comentários
01
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henry
rj 12/12/2009

A única situação que mudará será a troca do made in EUA para made in China e pronto. Só espero que não inaugurem um shopping de nome Pequim no Rio.


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