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Economia

Suor e malandragem

715 acessos - 2 comentários

Publicado em 16/09/2009 pelo(a) Wiki Repórter Soares, Divinópolis - MG



Competitividade brasileira tem indicadores ruins. Mas, o que Ideli Salvatti tem a ver com isso? - Foto: Soares-Edição

Não é fácil ser empreendedor ou trabalhador no Brasil. Segundo o relatório Doing Business - 2010, divulgado pelo BIRD, num conjunto de 183 países pesquisados, o empresário brasileiro trabalha 2.600 horas anuais para pagar os tributos, o que o coloca na liderança do ranking de horas trabalhadas pelo empreendedor para pagar impostos, num conjunto de 183 países. Nessa posição da pesquisa, o Brasil está na companhia nada honrosa de países como Camarões, Bolívia, Vietnã, e Armênia.

Os números do levantamento comprovam a indecente carga tributária que pesa sobre os ombros dos brasileiros em geral e dos empresários em particular. Somada à extrema burocracia para se abrir ou manter um negócio, desestimula os investimentos, sobrecarrega o empreendedor e desestimula a geração de empregos.


Tal fato pode ser comprovado por outro ranking do Banco Mundial sobre os locais de maior facilidade para a realização de negócios. No Brasil, se gasta em média 120 dias para a abertura de um negócio, o que coloca o País na posição 129ª do ranking. No topo da tabela, estão, nesta ordem, Cingapura, Nova Zelândia, Hong-Kong, Estados Unidos e Reino Unido. Nesse quesito, nosso País está abaixo da Colômbia (32º), Chile (45º), México (51º), Peru (56º), Uruguai (114º) e Argentina (118º).

Vários analistas têm insistido no argumento de que uma pesada carga tributária somada a uma burocracia irracional acrescidas do gigantismo do Estado formam uma mistura que emperra o desenvolvimento do País. E com toda razão.

O Estado mastodôntico criado por Getúlio Vargas, mantido e ampliado pelos seus sucessores, nasceu de uma concepção de que, sozinho, o empreendedor privado seria incapaz de competir no mercado internacional impulsionar o crescimento do país. Tal concepção, aliada ao pensamento de esquerda segundo o qual cabe ao Estado a tarefa de redução das desigualdades sociais, criaram este gigante deitado em berço esplêndido, faminto e sedento, alimentado pelo suor da sociedade. Com isso, o pensamento liberal nas últimas décadas ficou reduzido à marginalidade.

No setor político, são poucos os que ousam a defender francamente menos intervenção, redução de impostos e diminuição do tamanho da máquina pública. E os que o fazem são vítimas de ataques preconceituosos. Os partidos políticos nada significam em termos ideológicos e se limitam a servirem de escada para as pretensões eleitorais de seus caciques.

Enquanto isso, a exorbitância nos gastos públicos, os investimentos mal planejados e a corrupção desenfreada tornam-se rotina. Não há uma semana em que os meios de comunicação não divulguem algum fato que signifique má gestão, desperdício, ou, simplesmente, roubo de dinheiro público. Esse mesmo dinheiro que obriga o brasileiro a ser recordista em horas trabalhadas para encher as burras do Estado.

Sintomaticamente, na mesma semana em que o relatório do BIRD era divulgado, tomamos conhecimento de que a senadora Ideli Salvatti ( PT-SC) havia gasto R$ 70mil do Senado para participar de um "curso de capacitação de executivos", realizado em três etapas, no México, Argentina e Espanha, entre abril de 2007 e janeiro de 2008. Segundo Paulo André Argenta, assessor de Ideli, que também participou dos eventos, a finalidade era "melhorar a gestão do gabinete da senadora".

Moral da história: a sociedade brasileira trabalha, em média, 2.600 horas-ano para, dentre outras, que a senadora petista possa passear em três países sob o pretexto de ter um gabinete melhor estruturado. Seria ótimo, portanto, que a senadora aproveitasse os conhecimentos adquiridos e os repassasse aos empresários que, por absoluta falta de tempo e de recursos financeiros, ficam impossibilitados de se aprimorarem. Realmente, em poucas palavras, neste País, o suor de muitos continua a alimentar a malandragem de poucos.


Fonte:
http://blogdofasoares.blogspot.com


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Todos deste(a) repórter

Publicado pelo(a) Wiki Repórter
Soares
Divinópolis - MG



Comentários
01
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Augusto
Cuntagem 17/09/2009

Curso de capacitação para quê? Ela deve ter voltado mais incompetente ainda do que já é. Belo disfarce para jogar nosso dinheiro fora. Se fosse dado o curso para um executivo gerador de empregos, teria sido melhor gasto.


 
02
Reporte abuso
Assis
Belo Horizonte 17/09/2009

Parabéns pelo texto. Realmente causa nojo o comportamento dos políticos, enquanto o povo sua a camisa para pagar os impostos. Ideli, Sarney, Renan, CVollor, Lula...quando ficaremos livres dessa canalha?


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