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Briga de foice no quintal governista

Publicado em 16/01/2009
wiki repórter
Soares
Divinópolis-MG
 

Sucessão no Senado: todos brigam e ninguém tem razão. - Foto: Montagem:Soares

Nada neste mundo é capaz de tirar o sossêgo dos nossos parlamentares em suas longas e merecidas (?) férias. Nem a crise econômica que ameaça trazer a falência para milhares de empresários e o desemprego para milhões de trabalhadores; nem os desastres climáticos que matam centenas de pessoas e desabrigam outros milhares. Nada, exceto uma eleição. E não se trata de uma eleição qualquer, mas, sim, da escolha de quem vai presidir o Senado e a Câmara no próximo biênio.

Dada as circunstâncias, é até compreensível, embora não justificável, que os políticos se assanhem dessa maneira. Afinal, além de estar em jogo dois dos quatro cargos mais importantes da República - os outros dois são a Presidência da República e a Presidência do Supremo - as eleições deste ano conferem aos vencedores e aos seus respectivos partidos uma dose de poder não desprezível, num biênio que promete ser marcado por acordos e desacordos em torno da futura sucessão presidencial. É interessante notar que a briga que hora se trava é uma disputa interna na base do governo, entre os seus dois maiores partidos, e não entre governo e oposição, como seria natural, democrático e saudável.

Na Câmara dos Deputados, o consenso entre os governistas foi maior, e a escolha do peemedebista Michel Temer parece estar definitivamente garantida, embora o deputado Ciro Nogueira, membro do chamado baixo clero e afilhado político de Severino Cavalcanti, prometa melar o jogo e repetir o feito do seu padrinho, que, em 2005, conseguiu a presidência, graças à incompetência dos governistas em definir um candidato que unisse a base.

O Senado é mais uma vez a pedra no sapato do Planalto. Segundo o acordo tácito em vigor a sucessão se faria pela alternância entre os dois maiores partidos governistas, o que daria ao PT o direito de ocupar a cadeira presidencial no próximo biênio. O PMDB, provavelmente inflado pelos bons resultados alcançados nas últimas eleições, e pelo desejo de não se limitar a ser um mero coadjuvante nas próximas, resolveu não abrir mão da chance de ter a presidência de ambas as casas do Congresso num momento político tão importante. E partiu para a luta.

O problema do partido é que embora a fome de poder seja ampla, geral e irrestrita, não existe consenso sobre qual seria o candidato capaz de unir o partido. Divididos em várias tendências, a maioria com interesses conflitantes, o partido reflete no microcosmo do Senado a mesma falta de unidade que o caracteriza no cenário nacional. E não é por outro motivo que enquanto o PT apresentava a candidatura de Tião Viana, o PMDB ainda não havia encontrado o seu. No princípio, alguns nomes foram cogitados: Romero Jucá, nome da confiança do Planalto, Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos, que teriam o apoio da oposição, além do eterno José Sarney. Este, por sua vez, se mostrou intransigente na recusa.

O atual presidente, Garibaldi Alves, que a princípio parecia descartado, se sentiu fortalecido diante da indecisão do partido, e foi à luta, ancorado em pareceres jurídicos que lhe asseguram o direito à reeleição.

 

Diante do impasse de um partido que deseja o poder, mas é incapaz de definir um nome, a candidatura foi mais uma vez oferecida a José Sarney, desta vez com o aval de Lula. Mas o ex-presidente não quer ser apenas o nome capaz de unir o partido, e sim o nome capaz de representar toda a base governista. De fato, ele não quer ser eleito numa disputa contra Tião Viana; ele quer ser aclamado, o que significaria a desistência do petista.

 

No atual estágio do imbróglio, somente Lula, usando o seu alegado poder de persuasão, além de todas as armas, lícitas e ilícitas, que o maior cargo da República lhe confere, é capaz de convencer Sarney a aceitar essa tarefa, e demover Tião Viana da idéia de ocupar a cadeira presidencial. Tudo em nome da paz e da unidade nas hostes governistas. Afinal, é muito mais fácil e barato ao Presidente submeter os obedientes e disciplinados petistas do que convencer os insubmissos e heterogêneos peemedebistas, de que agora é a hora e a vez do PT. A não ser a custa de muito dinheiro, suor e lágrimas.

 

Se Lula não for capaz de promover a ordem no seu quintal de tal forma que entre mortos e feridos todos se salvem, provavelmente terá os dois anos finais de seu governo recheados por crises, desentendimentos e dificuldades que poderão fazer com que ele perca a condução dos rumos de sua própria sucessão.


http://blogdofasoares.blogspot.com

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