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Encontro armado pelo destino

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Publicado em 22/12/2008 pelo(a) Wiki Repórter Lorena Lee, São Paulo - SP



"Maria percebeu de imediato um estilo muito familiar no rapaz..." - Foto: web

Maria e Carlinhos começaram a namorar dois meses depois de se conhecerem na sala de TV e leitura do Orfanato Anjinho de Luz. Maria trabalhava como voluntária no lugar há quatro anos, Carlinhos havia sido praticamente criado entre as diversas gerações de filhos adotivos de Dona Clara e seu Rubens. Mas quis o destino que apesar de freqüentarem habitualmente o local, só se conhecessem depois de quatro anos. Mais. Quando se viram pela primeira vez, Maria segurava em suas mãos o porta-retrato com a foto de Dona Clara, mãe de Carlinhos.

A partir do momento em que Carlinhos revelara sua identidade, Maria lhe bombardeara com perguntas. Afinal, sentira inexplicável empatia por Dona Clara desde o primeiro minuto que a vira. Conviveram apenas um mês. Maria sentia um misto de emoções toda vez que se lembrava de Dona Clara. Gostaria muito de tê-la conhecido mais, ter tido conversas mais longas com ela, enfim, de ter se aprofundado mais na fantástica experiência de vida daquela senhora. Maria sempre achou Dona Clara uma daquelas almas iluminadas, que temos a felicidade de encontrar poucas vezes na vida. Talvez por isso mesmo, desde que ela faleceu, manteve "conversas" secretas com Dona Clara. Ficava ali um bom tempo, admirando sua foto, sentada na mesma cadeira de balanço que a senhora de pele alva, cabelos grisalhos e lisos como seda e olhos azuis se sentava todas as tardes, impreterivelmente às 16h30, para narrar incríveis historinhas para as crianças.

Maria contava tudo para Dona Clara, desde a movimentação no orfanato, as crianças que arrumavam famílias adotivas, as que chegavam e até mesmo suas desilusões amorosas e conflitos profissionais. Era uma relação estranha, Maria sabia disso, mas aconteceu simplesmente. Era algo muito mais forte do que sua razão poderia explicar.

- Me conte a história do orfanato, Carlinhos. Gostaria muito de saber como tudo começou. Havia perguntado isto a Dona Clara, mas ela me disse que no momento certo eu iria saber. Só que ela acabou fazendo a passagem antes mesmo de me contar...

- Verdade. Quem sabe este não é momento certo? O que você acha de sairmos para jantar agora e, no caminho, já podemos ir conversando? Claro, se não for nenhum problema para você...

- Não, imagine. Há mais de quatro anos que não faço isso... Seria ótimo, Carlinhos.


No mesmo dia em que se conheceram, Maria e Carlinhos passaram horas conversando sobre a história do orfanato e tudo o que precedeu sua construção. Maria sentiu-se mergulhar num universo mágico, de conto de fadas. Estava absolutamente hipnotizada diante de Carlinhos, de suas histórias, sua voz macia, sua pele delicada e um sorriso de menino para lá de cativante... Maria percebeu de imediato um estilo muito familiar no rapaz, mas não hesitou em creditar esta sensação ao grande amor que sentia por Dona Clara.

- Se prepare Maria porque a história do Orfanato Anjinhos de Luz é muito emocionante. Gostaria que você se lembrasse deste jantar como um momento de alegria e não de emoção... Tem certeza que quer ouvir? Podemos deixar para outro dia...

- Carlinhos, há muito espero para saber isto. Posso até me emocionar, claro, mas só o fato de estar contigo e partilhando este passado, para mim, é uma alegria imensa.

- Então, vamos lá... Em 1934...


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Publicado pelo(a) Wiki Repórter
Lorena Lee
São Paulo - SP



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