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Folhetim

Essência de amor

1065 acessos - 2 comentários

Publicado em 21/12/2008 pelo(a) Wiki Repórter Lorena Lee, São Paulo - SP



Orfanato Anjinhos de Luz. - Foto: Web

Maria não se importava em passar finais de semana inteiros no Orfanato Anjinhos de Luz. Afinal, nunca fora baladeira mesmo. Namorados teve poucos. Estava sozinha há mais de quatro anos, mas tinha o espírito tão preenchido de amor que não sentia falta de um relacionamento. Sabia que a pessoa certa iria aparecer no momento certo. Sem contar que agora ela havia virado ‘Tia Maria’. Estava feliz como nunca estivera, sentia estar na direção certa. Um caminho que escolhera, sem saber exatamente o porquê e para qual destino a levaria. Mas uma coisa era certa: iria firme até o final.

Naquele domingo, Maria estava muito tranqüila. As crianças, 15 meninos e 15 meninas, estavam ótimas. Até Isadora, que vivia às voltas com probleminhas decorrentes da insistente rinite, estava super bem. Eram 15h, horário em que os pequenos repousavam, quando Maria decidiu terminar de ler o livro que havia começado um mês antes, Lições de São Francisco, de John Michel Talbot e Steve Rabey. Era devota do santo e costumava contar sempre uma das várias graças alcançadas em nome de São Francisco: o caso de Leão, seu cão policial, que fora resgatado das mãos de ladrões, uma semana depois de ter sido roubado. Seu avô Luís o encontrou longe de casa quase ao mesmo tempo em que ela clamava a São Francisco a graça de ter de volta seu inseparável cachorro.

Com o livro nas mãos, Maria entrou na sala. Mas como sempre fazia, foi em direção à mesinha de canto, acima da qual estava o porta-retrato com uma foto de Dona Clara e todas as crianças do orfanato, numa festinha de Natal. E, ali, ela se perdia no tempo entre lembranças e conversas solitárias com Dona Clara. Muitas vezes, podia sentir sua presença...

- Oi, simpática Dona Clara, não?

- Ah, sim. A conheci um mês antes de sua morte. Faz quatro anos, mas me lembro como se fosse hoje... Entrei na sala para conhecer o orfanato e Dona Clara estava ninando uma menininha muito fragilzinha, que chorava porque havia sido separada de seu irmãzinho.

- Nossa, que triste esta cena!

- Sim. Foi o que me tocou. Desde pequena, soube que tinha uma missão com crianças. Então, com 25 anos e já com a carreira encaminhada, decidi que era hora de começar meu trabalho. Procurava um lugar acolhedor, sério e que tivesse um propósito puro. O Anjinho de Luz foi a terceira instituição que visitei.

- Conte mais...

- Então... Dona Clara, ao me ver entrar na sala, me convidou para sentar. Ela me olhou com um olhar terno e sincero. Eu já estava com lágrimas nos olhos quando ela me pediu que não chorasse. Que cada um tinha um destino nesta vida. E que se o da pequena Isadora, então com um aninho, fosse o de reencontrar seu irmãozinho, isso aconteceria. Que Deus era grande em sua sabedoria e que Isadora, como sua filha, teria um futuro de luz.

- É... Dona Clara era uma sábia também...

- Sim. Depois disto, ela disse com a voz suave, porém firme: "Filha, não sei de onde veio e nem o motivo de sua visita. Mas eu sinto que, de alguma forma, você nunca mais irá nos deixar. Um anjinho de luz está me dizendo que está na sua hora de trabalhar pela missão que você escolheu há muito... muito tempo atrás. Há tanto tempo, filha, que você não lembra, mas uma hora irá saber o porquê.

- Dona Clara, Dona Clara... - pensava alto Carlos.

- De fato, daquele dia em diante, nunca mais deixei o orfanato. Passei a ajudar tanto financeiramente, o que era meu propósito inicial, quanto arregaçando mesmo as mangas e pegando no pesado, trocando fraldas, alimentando, limpando o chão... Cheguei a passar férias inteiras aqui dentro, cuidado das crianças durante um surto de catapora! Dona Clara era mesmo iluminada. Faleceu um mês depois de nosso primeiro encontro. Às vezes, penso que foi o tempo exato de nos conhecermos.

- É verdade, respondeu Carlinhos. Dona Clara sempre dizia que antes de fazer a passagem, os anjinhos iriam trazer uma substituta para o seu trabalho, alguém que desse prosseguimento ao que começara com a mesma disposição e carinho...

- Nossa, verdade?! E você conheceu Dona Clara?

- Sim, Dona Clara era minha mãe.

- Não acredito!!!


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Todos deste(a) repórter

Publicado pelo(a) Wiki Repórter
Lorena Lee
São Paulo - SP



Comentários
01
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adriano
sp 22/12/2008

Se um dia você encontrar quem ama, vá até o fim se a ama mesmo.


 
02
Reporte abuso
leu leutraix
são paulo 22/12/2008

Lorena Lee, nada contra você pessoalmente, mas eu não gosto de crianças, elas não fazem nada além de barulho e são iguais a gatos: só comem e dormem as peste. Se fosse coisa de vender, já tinha vendido meu filho.


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