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Cotidiano

Morre mais uma "Eloá"

1676 acessos - 6 comentários

Publicado em 24/10/2008 pelo(a) Wiki Repórter Lorena Lee, São Paulo - SP



As famílias devem gerar um clima de confiança, amizade e transparência dentro dos lares. - Foto: web

É de estarrecer o que está acontecendo nos últimos tempos. Depois da morte trágica de Eloá, mas uma menina é assassinada em São Paulo "por amor". A vítima de ontem foi Munique Almeida, também de 15 anos. Seu corpo foi enterrado na tarde desta sexta-feira, no cemitério da Cachoeirinha, na zona norte da capital paulista. Desta vez, não houve pirotecnia da mídia, que ainda faz sensacionalismo em torno do caso Eloá na TV.

Assim como Lindemberg, o assassino Orlando Henrique alegou "amor" como motivo do crime. Disse que o disparo da arma foi acidental, apesar de o tiro ter sido certeiro, na cabeça da garota. Depois que ele a matou, roubou um carro e colocou o corpo no banco traseiro. Sua idéia era queimar o corpo junto com o carro.

Orlando e Munique estavam saindo escondido há duas semanas. Ele queria namoro, ela não. A família da menina não conhecia Orlando. A mãe disse que nunca o vira antes. Sim, temos aí mais uma tragédia exatamente nos mesmos moldes da ocorrida com Eloá. Família e amigos de Munique, como evangélicos, declararam que isso é coisa do "demônio", que está usando pessoas como Lindemberg e Orlando para se manifestar. E que esses crimes acontecem por falta de Deus no coração.

Eu acredito nisto. Acredito em Deus, no demônio, em monstros como esses assassinos loucos e frios. Também acredito que quem ama não mata. E que as pessoas, muitas delas, não têm mesmo Deus no coração.

Porém, eu fico simplesmente apavorada só de perceber que muitas pessoas, inclusive gente das famílias envolvidas nos crimes, não enxergam um palmo adiante do nariz. A questão toda vai muito mais além. A mãe de Munique não sabia do affair dela com o louco. Isso denota que algo muito maior e perigoso está acontecendo dentro dos lares. O núcleo familiar está perdendo sua essência. As pessoas não se conversam mais dentro de casa. Os pais sequer sabem com quem seus filhos andam ou com quem falam.

Eu me lembro que quando criança se fosse à casa de algum coleguinha estudar, tinha de deixar nome e endereço escrito, além da hora que iria chegar em casa. Naquela época, telefone era artigo de luxo e internet não existia. Na minha adolescência, foi a mesma coisa. Da agenda de casa constavam todos os telefones de minhas amigas. Caso, muito esporadicamente, fosse a uma festinha de aniversário, às 20h tinha de estar passando pela porta da sala. Quando entrei na faculdade, podia chegar um pouco mais tarde, meia-noite. Baladinha até altas horas???? Nem pensar. Chegar em casa com bafo de bebida, muitíssimo menos.

Foi uma educação rígida? Foi, mas agradeço. Hoje vejo mães de algumas adolescentes que mal sabem os nomes dos amigos e amigas das filhas, não falam sobre namoro, muito menos sobre sexo. Tratam os filhos como se nascessem sabendo, sem regras e com imensa permessividade. Mais. Vêem a internet como uma babá de adolescentes. "Eles aprendem tudo lá mesmo, nem precisa dizer o que é sexo e essas coisas todas". Um absurdo. As famílias estão abrindo mão de valores essenciais, com os quais se tem a base para a criação de filhos bem-estruturados emocionalmente.

Não quero ensinar ninguém a educar filho, mas acredito que filho nenhum se cria sozinho. Os pais precisam saber por onde e com quem andam seus filhos. Tem de ter diálogo aberto em casa. Os pais precisam se modernizar e dar abertura aos filhos para que estes se sintam seguros para revelar suas intimidades, que fazem parte do processo de crescimento e amadurecimento pessoal. E poder dividir isso é sensacional. Saber que a filha(o) está apaixonada(o), que deu o primeiro beijo, a primeira(o) namoradinha(o), que teve a primeira transa...

Seja "jovem" na educação de seus filhos. Dialogar é demonstrar amor, afeição. É promover um clima de amizade, transparência e confiança dentro de casa. E estes são valores importantíssimos na formação do caráter. E depende de cada um de nós; polícia, governo ou Estado não têm nada a ver com isto. Vamos refletir sobre isso?


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Todos deste(a) repórter

Publicado pelo(a) Wiki Repórter
Lorena Lee
São Paulo - SP



Comentários
01
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Lorena Lee
São Paulo 28/10/2008

Ludmila, o nome Eloá está entre aspas. Trata-se de uma forma de linguagem comum. Acho que falta de respeito seria não dedicar um espaço a Monique, o que foi feito. Abraço.


 
02
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ludimila
Basilía Df 28/10/2008

Uma falta de respeito com a familía de monique. Por que mais uma Eloá e não Monique?


 
03
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nois é nois
nois---tem posição definida!! 25/10/2008

No mundo atual tudo vira modismo, foi numa época bem recente a moda era matar pai, mãe, madrasta, avós, casos vivos na memoria de cada um, Suzana Richtofen, Gil Rugai, e mais uma série de casos. de repente, novo modismo, atirar crianças pela janela, e mais que de repente matar jovens "amadas". vejam bem, existe uma vontade muito grande de ficar frente aos holofotes, nem que o preço seja altíssimo!!! Não sou ave de mau agouro, também não creio em URUCUBACA, mas tenham a certeza, a violência continua, só vai dar um breque quando pegarem estes criminosos e cozinharem todos em óleo fervente!! Eu sou contra pena de morte, somente uma fervidinha no óleo!!


 
04
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AnísioLana
Gaspar 25/10/2008

O seu texto resume um ponto chave da questão, a família. E também o fato que hoje não se liga pela perda ou morte de algum ser humano, o importante é que o mesmo seja o assunto do momento. A morte de Munique é o exemplo vivo disso.


 
05
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Byanca
São paulo 25/10/2008

Tá vendo como o caso Eloá é tudo mídia? as pessoas só querem sensacionalismo, audiência. a menina morreu há uma semana e ainda estão falando nisso. e essa menina aí? alguém se importa? alguém sabe quem ela era? Não. da mesma maneira que ninguém sabe sobre Eloá. pra todo mundo, ela é a jovem de 15 anos que foi assassinada pelo ex-namorado maníaco. Vivemos em um País de gente hipócrita, onde tudo o que eles querem é sensacionalismo. esse tipo de coisa acontece o tempo todo. Daqui a dois ou três meses, ninguém nem vai mais lembrar quem é Eloá. assim como esqueceram de João Hélio, de Isabela Nardoni... as pessoas finjem que se importam.. e finjem tão bem que acabam acreditando na sua própria mentira.


 
06
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UpdatefreudKevin
São José dos Campos 24/10/2008

Parabéns pelo texto. "Coisas do demônio"??? Que nada, "coisas" de ser humano mesmo.


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