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Pintando o futuro com as tintas do presente

Publicado em 13/10/2008
wiki repórter
Soares
Divinópolis-MG
 

Serra, Lula e Aécio. Na corrida pela Presidência, os três acreditam que o resultado das urnas municipais garantem meio passaporte para o poder em 2010. Será? - Foto: Edição:Soares

Embora aos eleitores das grandes cidades em que ocorrerão as disputas do segundo turno interesse saber qual candidato reúne melhores condições de resolver as questões básicas de seus municípios, no território dos políticos o pensamento está voltado para a disputa presidencial de 2010. Nesse sentido, a preocupação se relaciona com quem sairá fortalecido e quem sairá enfraquecido do atual embate.

Lula, José Serra e Aécio Neves são os atores principais desse drama - ou comédia - cujo primeiro ato termina justamente após a apuração das urnas no dia 26 de outubro. A vitória de um ou de outro candidato, apoiado por esse ou aquele presidenciável, não traz a certeza de que o quadro político para 2010 já estará definido com antecedência, mas certamente será um bom indicativo de como as coisas caminharão até lá.

Nas quatro principais cidades brasileiras - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre - o presidente Lula tem interesse direto, e se esmera pessoalmente, na vitória de Marta Suplicy, ficaria muitíssimo satisfeito com a vitória da petista Maria do Rosário em Porto Alegre, e gostaria muito que Marcio Rezende vencesse em Belo Horizonte. No Rio, entretanto, o apoio a Eduardo Paes não vai além de mera formalidade.

Entretanto, com exceção de São Paulo, onde a derrota de Marta para o candidato do DEM representaria, de fato, uma grande  perda, o presidente não se sentiria derrotado se em Porto Alegre e em Belo Horizonte os vitoriosos fossem, respectivamente, José Fogaça, e Leonardo Quintão. Afinal, ambos pertencem ao PMDB, partido que tem se constituído na mais forte base de sustentação do governo no Congresso, e com o qual Lula conta para construir a aliança em torno do seu candidato  em 2010.

O Rio, entretanto, é um mundo à parte, difícil de ser compreendido até pelos mais experientes cientistas políticos. Lula não nutre a mínima simpatia por Eduardo Paes, candidato do PMDB, por razões óbvias: quando deputado federal pelo PSDB, Paes foi um dos mais atuantes algozes do governo petista e provocou ressentimentos no casal presidencial ao investigar os negócios suspeitos de Fábio Luis, filho do presidente. Mas o pragmatismo com que, no poder, passou a  encarar o jogo da política o conduziu a sufocar as mágoas, atender aos apelos do seu fiel aliado Sérgio Cabral e declarar apoio ao seu antigo desafeto. Quando menos, pelo fato de o DEM e o PSDB já terem declarado apoio ao adversário de Paes, Fernando Gabeira. Para Lula, lamentável mesmo seria uma derrota em São Paulo.

Surfando em águas tranqüilas durante a maior parte do primeiro turno, a candidata petista só viu o seu favoritismo se desmanchar no final da campanha por conta da ascensão vertiginosa de Gilberto Kassab. Agora, a candidata petista não pode sequer "relaxar e gozar", tantas serão as dificuldades que terá que enfrentar para reverter os 17 pontos de vantagem de seu adversário nas pesquisas. No último debate entre os dois, transmitido pela Band, Marta se mostrou tensa e agressiva, num contraponto ao prefeito, que aparentava estar mais relaxado e decidido a mostrar propostas de governo. O desespero petista não é em vão: Lula e Marta sabem que por detrás de Kassab está José Serra.

Enquanto isso, em Minas, Aécio Neves, que jogou todas as fichas na aliança com o PT local e na candidatura de Márcio Lacerda, na expectativa de que este venceria de goleada no primeiro turno, teve que calçar as sandálias da humildade e refazer toda a estratégia de campanha. Afinal, uma vitória do peemedebista Leonardo Quintão abalaria as pretensões presidenciais do governador mineiro dentro do PSDB, e deixaria Serra mais feliz do que já está.

Mas a caminhada do jovem e desconhecido candidato do PMDB não parece fácil. Além de se mostrar um tanto atônito com o seu próprio feito, Quintão parece não ter propostas consistentes, experiência administrativa, nem estrutura política para enfrentar e vencer o candidato oficial. Continuando a ter a seu serviço as máquinas governamentais do Estado e da Prefeitura de BH, Marcio Lacerda, em que pese a sua inexperiência política, demonstra ser mais qualificado para lidar com questões econômicas e administrativas do que seu adversário. E isso pesa na hora do eleitor  decidir.

Mesmo assim, qualquer que seja o quadro político resultante das urnas, ele não dará uma certeza do que acontecerá adiante. Será apenas um indicativo. Muita água deve rolar antes de 2010. Num País em que as instituições ainda são frágeis, em que os partidos políticos carecem de solidez programática e ideológica, em que os político a mudam de posição ao sabor dos ventos e em que as crises econômicas costumam abalar os frágeis alicerces da política, é uma temeridade pintar o quadro político de 2010 com as tintas de 2008.

http://blogdofasoares.blogspot.com
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COMENTÁRIOS

14/10/2008 - nois é nois - nois-bota fé no mula,e você??
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Assim é o PT, nosso "Anjinho Barbudo" foi até a Espanha e pretende ficar "exilado até o término das eleições". É tanta confiança na derrota de seus asseclas que preferiu ficar de longe, feito rato espreitando o gato!!! Perdendo ou ganhando vai ter fortes argumentos. "Não pude acompanhar de perto, estava recebendo mimos e sendo agraciado, como cidadão sul-americano, pelo rei da Espanha!!hahahahahahahah!!

14/10/2008 - Talles - Santos
Uma lição destas eleições: Lula não transfere votos coisa nenhuma! Insistiu com Marta em São Paulo e vai perder feio. Se insistir com Dilma, também vai perder feio. Em 2010, os eleitores poderão até mesmo votar num candidato petista, mas terão que ver nele alguma virtude. Não adianta Lula querer nomear um poste como candidato e esperar que o povão vote nele.

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