Atualizado 18h47 Domingo, 08 de setembro de 2013   |   Política de privacidade   |   Anuncie   |   Quem somos   |  
Logo JBWiki Logo JB Publicar Conteudo


O JBWiki! é um jornal online participativo, quem escreve é você!

Como funciona
1 Se você já tem cadastro, sua matéria é publicada na hora em pendentes
Cadastre-se
2 Se você não tem cadastro e quer enviar uma matéria, ela só é publicada depois de aprovação
Enviar matéria sem cadastro

Posts com vídeos

Tatuagem (Chico Buarque)
Publicado em 28/02/2012 pelo(a) wiki repórter Júlio Ferreira, Recife-PE
Guantanamera (Los Sabandeños)
Publicado em 28/02/2012 pelo(a) wiki repórter Júlio Ferreira, Recife-PE
O Artista (Trailer Legendado)
Publicado em 28/02/2012 pelo(a) wiki repórter Júlio Ferreira, Recife-PE
Política

"Há provas da acusação? Não? Então vamos fazer uma matéria"

264 acessos - 0 comentários

Publicado em 16/12/2011 pelo(a) Wiki Repórter Jadir de Araujo, São Paulo - SP



Por REINALDO AZEVEDO

Revista Veja


Já fui editor de jornal e revista. Hoje, edito a mim mesmo. O procedimento que me ensinaram era o seguinte, vejam se era bom. O repórter chegava com uma denúncia qualquer, apurada por ele próprio ou, como era e é freqüente, pelo adversário do alvo da acusação.
Pergunta número 1 - “A questão é de interesse público?”
Sendo a resposta afirmativa, partia-se para a segunda pergunta:
“O denunciante, ou o próprio repórter, exibe provas inquestionáveis ou, ao menos, indícios fortes de que a lambança aconteceu?”
Se a resposta era negativa, simplesmente não existia matéria. E ponto!

Folha e Estadão decidiram “entrar no caso” do livro escrito pelo ex-jornalistas Amaury Ribeiro Jr. A Folha, ao menos, deixa claro, num quadro, QUE AMAURY NÃO PROVA AS ACUSAÇÕES QUE FAZ. Qual é a matéria mesmo? O Estadão nem isso… De maneira oblíqua, põe em dúvida a atuação criminosa de Amaury na eleição de 2010.


O padrão, hoje em dia, é o seguinte: “FULANO A” acusa o “FULANO B”. A imprensa noticia, ouve os dois lados e pronto! E se o acusado não quiser se pronunciar porque considera um absurdo ter de responder a delinqüências? Ah, ele que se dane!

Mas e quando aliados brigam, rompem, e um sai atirando? Bem, aí é, sim, notícia, ora essa! Se estavam juntos até outro dia, devem ter brigado por alguma razão. O objeto da notícia é o rompimento, não as eventuais acusações, que têm de ser investigadas. Mesmo assim, é preciso tomar cuidado. Quando ACM rompeu com FHC, saiu disparando contra o governo. Era notícia. Quando Roberto Jefferson se sentiu contrariado, denunciou malandragens do governo Lula. Era notícia.

Agora, o que não é possível é considerar que uma penca de acusações, sem provas, feita por alguém que atuou à margem da lei na campanha eleitoral, seja considerada notícia. Qual é o critério? Qualquer um pode dizer o que lhe der na telha contra um adversário ou inimigo, e fica tudo por isso mesmo?

Aí o petralha tira as duas patinhas do chão achando que pegou “esse Reinado”. E relincha: “E Fernando Pimentel? Qual é a prova?” Prova de quê? Ele não foi acusado de nenhum crime por enquanto. Ele recebeu dinheiro de consultoria de cliente com interesse na Prefeitura, onde tinha inegável influência. Ele condescendeu com uma inverdade escandalosa sobre as palestras que não deu. É um atitude moral para um ministro? Dilma diz que sim!

E os seis ministros que caíram? Ora, qual foi a “acusação sem provas” que se fez contra eles? Palocci ficou milionário com as “consultorias”? Ficou. Crime? Não se provou. Restou a suspeita de tráfico de influência? Sim! Foi Dilma quem decidiu que ele não tinha como continuar. Havia sobrepreço e lambança no Ministério dos Transportes de Alfredo Nascimento? Ora, provou-o a própria CGU, com a penca de irregularidades no tal Dnit. Havia um lobista atuando no Ministério da Agricultura de Wagner Rossi? Inegavelmente. Lupi viajou num jatinho com um empresário enrolado em múltiplos interesses no Ministério do Trabalho? Sim. Havia uma pletora de evidências de malandragens nas ONGs ligadas ao PCdoB, de Orlando Silva? Bem, acho que ninguém tem dúvida.

O problema é que setores da grande imprensa são hoje reféns do PT e, sobretudo, dos petistas que atuam nas redações, que forçam a mão para provar que todos são iguais. E ficam fazendo pressão interna: “Por que não se fala dos tucanos? Prove que o jornal não é tucano!” E aí vale tudo! Na ânsia de “equilibrar” acusações contra uns e outros, inocentes e culpados acabam igualados na balança do suposto isentismo.

Os arquivos estão aí, meus caros. À diferença do ex-jornalista, não peço que vocês acreditem no que digo, mas naquilo que vocês vêem. TREZE ANOS! TREZE ANOS É O TEMPO QUE DEMOROU PARA A IMPRENSA PASSAR A TRATAR O DOSSIÊ CAYMAN COMO AQUILO QUE ELE SEMPRE FOI: UMA FARSA. TAMBÉM RECHEADA DE SUPOSTOS DOCUMENTOS!

E o procedimento de setores da grande imprensa foi igualzinho a este que estamos vendo: falava-se da existência do dito-cujo, expunha-se o seu conteúdo, e os acusados que tratassem de desmentir se quisessem. Quanto tempo vai demorar para que se faça a coisa certa também nesse caso? Mais treze anos?

PS - Nota: No auge do Dossiê Cayman, o PT ainda era oposição. Já tinha a sua rede de militantes encobertos na grande imprensa, sim, mas ainda não contava com a indústria da delinqüência, que hoje se expressa nos blogs e revistas financiados pelo governo federal, por alguns governos estaduais e pelas estatais.

Reporte abuso COMPARTILHE No Twitter No Facebook

Todos deste(a) repórter

Publicado pelo(a) Wiki Repórter
Jadir de Araujo
São Paulo - SP



Faça seu comentário - nome e cidade são obrigatórios
 caracteres restantes
Digite o código para validar o formulario

Trocar imagem
Quero ser inserido sempre que este autor inserir um novo post
Quero ser inserido sempre que um comentários for inserido neste post

Se você é um wiki repórter, faça o login e seu comentário será postado imediatamente.
Caso não seja, seu post entrará na lista de moderação de BrasilWiki!
Use a área de comentários de forma responsável.
BrasilWiki! faz o registro do IP (número gerado pelo computador de acesso à internet) de usuários para se proteger de eventuais abusos.
Ao selecionar acompanhar comentários do post ou post do autor, é obrigatório o preenchimento do campo email e não é necessário fazer o comentário.


©1995 - 2013. Brasil Mídia Digital

jb.com.br