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Cultura

Coro do Tempio Maggiore de Roma, o canto milenar dos judeus italianos: HOJE (21/11), no Grande Templo Israelita (RJ)

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Publicado em 21/11/2011 pelo(a) Wiki Repórter Mauro Wainstock, Rio de Janeiro - RJ




- Foto: Divulgação
Deu no JORNAL ALEF - ISRAEL E O MUNDO JUDAICO - Com a presença do Coro do Tempio Maggiore de Roma no Grande Templo Israelita do Rio de Janeiro, o público brasileiro poderá apreciar um espetáculo único, rico em tradições históricas e culturais. Pela primeira vez na América Latina, o Coro vai celebrar os 150 anos da unificação da Itália, mostrando a tradição musical das sinagogas daquele país. Além de preservar elementos do antigo som do Templo em Jerusalém, as melodias foram tecidas em mais de dois mil anos de diálogo, encontros e desencontros entre o mundo judaico, católico e o mosaico de principados e cortes da península italiana.
A música sempre foi uma parte importante da cultura judaica italiana, com suas diferentes origens. De vários universos foram preservados sons e melodias: da antiga Judeia ao mundo grego bizantino, da aristocrática herança sefaradi, ibérica e norte-africana, aos místicos asquenazim. Durante séculos de alternância entre convivência e perseguição, judeus e não judeus tornaram-se co-autores em grandes correntes do humanismo, renascimento e barroco. Através a linguagem da música, o mundo judaico e italiano formou conexões íntimas que permanecem como traços inextricáveis da história das duas culturas. A variedade cultural das regiões italianas se misturou às diferentes heranças judaicas, formando lindíssimas variações de liturgia, costumes, expressões artísticas e dialetos.
O grande compositor barroco Benedetto Marcello, por exemplo, costumava ir à sinagoga para transcrever a música judaica que se tornou a inspiração de suas sonatas. O famoso músico judeu da corte, Salomone Rossi, importou da liturgia sinagogal elementos da música erudita daquela época. Os coros da sinagoga, muitas vezes acompanhados por instrumentos e sempre pelo cantor solista, desenvolveram um repertório vasto e único no mundo ocidental. Ao o advento das correntes de unificação nacional e emancipação dos judeus no século XIX, os coros judeus foram ao encontro do mundo da ópera e ali acharam seu ambiente sonoro.
O compositor da unificação, Giuseppe Verdi (1813-1901), encontrou na história do povo judeu o emblema do espírito de liberdade e igualdade da nova nação italiana. Seu trabalho principal, Nabuco, abre como o famoso “Hino dos escravos judeus”, inspirado no “Salmo 137” (“junto aos rios da Babilônia”): o “Va' Pensiero”. Os judeus italianos participaram com grande energia no processo da unificação da Itália e, logo no início do século XIX, as sinagogas incorporaram em seu cânone milenar as melodias e as sonoridades próprias do teatro. O repertório do coro romano é rico de citações e homenagens a Verdi e Rossini, e adquiriu o hino do Nabuco no seu repertório junto com rezas compostas em homenagem à família real, que havia emancipado os judeus da discriminação e segregação dos guetos.
Um dos exemplos de influência cultural que será apresentado pelo coral da Grande Sinagoga de Roma, no Rio, é o potpourri da bela versão da Hatikva, traduzida por Armando Sorani com a balada do século XVII La Mantovana, que deu origem à melodia do Hino do Israel. A perseguição fascista e a deportação de quase um terço dos judeus italianos destruíram uma grande parte da vida judaica, inclusive o patrimônio musical das sinagogas. Mas, depois da guerra, as comunidades judaicas reconstruíram o repertório litúrgico, recuperaram a experiência dos poucos cantores sobreviventes. Assim, os corais das comunidades maiores voltaram a se apresentar nas sinagogas. Em 1948, o grande maestro Elio Piattelli, que dirigiu o coro até 1984, começou a realizar duas obras: o trabalho da transcrição do repertório oral e o de preservação das coleções de partituras do arquivo da comunidade romana. Foi com ele que novas gerações entraram no coro e aprenderam a conhecer a música de dois mil anos de tradição. Hoje o coro consta de artistas entre 20 e 80 anos e é dirigido pelo maestro Claudio Di Segni, aluno do lendário Franco Corelli, tenor no Teatro da Ópera de Roma. A variedade de vozes raras e as técnicas vocais antigas e modernas, passadas de pai para filho, fazem do coro do Tempio Maggiore um verdadeiro exemplo de vivência histórica.
O Tempio Maggiore foi inaugurado em 1904 e representa o momento da emancipação dos judeus romanos que permaneceram confinados no gueto, à margem da sociedade até 20 de setembro de 1871. Na época dos guetos, os judeus não foram autorizados a ter mais de uma sinagoga. Mas, na Roma antiga e medieval, coexistiram muitas comunidades judaicas de ritos diferentes, com mais de 20 sinagogas. Foi assim que, depois da criação do gueto, em 1555, os judeus romanos decidiram reunir cinco sinagogas de ritos diferentes - Tempio, Nova, Catalão, Castelhano e Siciliana - em um único edifício chamado Le Cinque Scole. O prédio da Cinque Scole funcionou até o ano de 1878, quando um incêndio destruiu uma parte do imóvel. Perto dali, às margens do Rio Tibre (Tevere), já havia começado a obra para a construção do grande Templo. No ano da inauguração da nova sinagoga dos judeus romanos, existiam vários coros, provavelmente um para cada rito. Vários repertórios foram reunidos, agora acompanhados não pelos pequenos instrumentos tradicionais, mas por um poderoso órgão de tubos. O mobiliário de cada scola foi preservado no atual Museu Judaico de Roma, no térreo do Tempio Maggiore. O oratório espanhol foi reinstalado e continua a funcionar nas orações diárias.

JORNAL ALEF - ISRAEL E O MUNDO JUDAICO

Criado em 1995 pelo jornalista Mauro Wainstock, o Jornal ALEF é direcionado aos leitores interessados em informações sobre judeus, judaísmo, o mundo judaico e o Estado de Israel. Publica notícias, estimula debates e promove eventos sócio-culturais. São 70.000 assinantes em 40 países, além dos mais de 10 mil seguidores nas redes sociais.

O Jornal ALEF é, de acordo com manifestação expressa da ONU, “fonte de referência séria para veículos nacionais e internacionais”. Entre eles está o francês Le Monde, que frequentemente reproduz reportagens publicadas no Jornal ALEF. São muitos os reconhecimentos, entre os quais mensagens do presidente Lula (“Parabéns à equipe que dá vida ao Jornal ALEF”), da Unesco (“O Jornal ALEF é um instrumento de informação transparente sendo de extrema importância”), do Congresso Judaico Latino-Americano (“Ese soberbio informativo, de lectura imprescindible, que enaltece a la comunidad judía brasileña y a la prensa judía del continentee”) e de muitas outras autoridades. Entre os prêmios e homenagens recebidas estão: “Moção de Louvor”, “Honra ao Mérito”, “Certificado de Excelência”, “Medalha de Mérito Pedro Ernesto”, “Prêmio Adolpho Bloch de Jornalismo”, “Prêmio Homem de ação, homem de valor”, "Moção de Louvor-Embaixador da Paz no Mundo".

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