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Política

“As palavras fazem sentido”, por Reinaldo Azevedo ("Veja")

328 acessos - 0 comentários

Publicado em 23/09/2011 pelo(a) Wiki Repórter Mauro Wainstock, Rio de Janeiro - RJ



Reinaldo Azevedo, colunista da revista "Veja", com Mauro Wainstock, diretor do Jornal ALEF - Foto: Divulgação
“Aceitar a existência de Israel é negligenciar parte da fé islâmica”. É o que está no estatuto do Hamas. E o discurso de Dilma, na prática, flerta com essa visão. O governo petista, em seus nove anos, sempre foi mais duro com Israel do que com o Irã. A tal “guinada” da política externa da dupla Dilma-Antonio Patriota foi só um espasmo. O discurso da presidente, que pediu o reconhecimento da Autoridade Nacional Palestina como membro das Nações Unidas sem resolver suas pendências mais graves com Israel, põe o Brasil de um lado: o lado em que está Ahmadinejad.
“Que absurdo! Dilma não contesta o Holocausto nem está praticando antissemitismo sob o pretexto de combater o sionismo”. Ô, meu Deus!, só nos faltava isso! A esse grau não se chegou, felizmente! Mas encoste o ouvido à boca de boa parte da base petralha no país para ver… Não é raro, nessa escória, a consideração de que Israel usa o Holocausto como mero pretexto para impor a sua “política colonialista” e coisa e tal. No fundo, é o discurso de Ahmadinjead, porém um tanto envergonhado, liofilizado, desidratado. Ponha um pouco de água quente, e se revelará a real natureza da fala.

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) conseguiu reunir, de novo, as duas principais tendências: o Fatah — grupo a que pertence Mahmoud Abbas, o presidente da ANP —, que governa a Cisjordânia, e o Hamas, que governa a Faixa de Gaza. Desde que chegou ao poder — na verdade, desde antes, mas agora é sistemático —, os terroristas do Hamas disparam quase diariamente centenas de foguetes contra Israel. Seu estatuto, não tem como ser mais claro: quer a destruição do inimigo. Transcrevo alguns trechinhos:

- “Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer a todos aqueles que existiram anteriormente a ele. (segundo palavras do mártir, Iman Hasan al-Banna, com a graça de Alá)”

- “O Movimento de Resistência Islâmica é um elo da corrente da Jihad contra a invasão sionista.”

- “O Movimento de Resistência Islâmica sustenta que a Palestina é um território de Wakf (legado hereditário) para todas as gerações de muçulmanos, até o Dia da Ressurreição” - Nota: o que o Hamas chama “palestina” compreende também o território israelense.

O que lhes parece? Mas atenção para o Artigo 13 — que não chega a ser uma homenagem aos petistas, mas poderia ser:

Art. 13 As iniciativas, as assim chamadas soluções pacíficas, e conferências internacionais para resolver o problema palestino se acham em contradição com os princípios do Movimento de Resistência Islâmica, pois ceder uma parte da Palestina é negligenciar parte da fé islâmica. O nacionalismo do Movimento de Resistência Islâmica é parte da fé (islâmica). É à luz desse princípio que seus membros são educados e lutam a jihad (Guerra Santa) a fim de erguer a bandeira de Alá sobre a pátria. Entenderam? Para o Hamas, aceitar a existência de Israel —, pouco importam as fronteiras ou o status de Jerusalém — significa uma renúncia ao próprio islamismo.

Atenção! Eu estou entre aqueles que acham que são artes do simplismo essa conversa de voltar às fronteiras anteriores a 1967. Não acredito mais que isso seja possível, mas a reivindicação ainda se situa no campo do racional. Posso entender que muitos reivindiquem o fim de todas as colônias da Cisjordânia, embora não concorde com isso nem ache exeqüível. Mas vá lá… Mas é absolutamente inaceitável que dezenas de países mundo afora, o Brasil entre eles, possam tentar impor a Israel que negocie com um movimento organizado segundo os princípios que vão acima. “Ah, mas isso é só retórica…” Não! O Hamas treina homens-bomba, joga foguetes contra o país, procura dar dimensão prática a seu credo.

Ora, parece-me que só se pode fazer essa opção — e, com isso, não quero dizer que Israel não cometa as suas faltas; é claro que sim! — caso se considere, ainda que isso não seja pronunciado, que Ahmadinejad, em certa medida, tem razão… A fala arreganhada do boçal expõe a má consciência daqueles que não ousam dizer o nome do que estão praticando. Ou, então, me digam que outra força política infiltrada pelo terror merece tanto apoio internacional.
“Ah, mas é em nome do povo que sofre…” De fato, os palestinos não têm uma vida boa, especialmente os da Faixa de Gaza. Entre outros motivos, colaboram para o desastre os esforços do Hamas em favor do terrorismo e a máquina corrupta do Fatah — razão por que se deixou solapar pelos extremistas, diga-se. Atribuir a Israel as precárias condições experimentadas por aquele povo é pura mistificação. Quando a senhora Dilma Rousseff vai à ONU fazer aquele discurso doidivanas, está pedindo aos israelenses que aceitem passivamente isto: “(…) ceder uma parte da Palestina é negligenciar parte da fé islâmica”. Vale dizer: para o Hamas, a existência de Israel depõe contra a fé. É o que pensa Ahmadinejad. É o que pensa, então, para todos os efeitos, o governo brasileiro. As palavras fazem sentido: as do Hamas e as de Dilma. Ponto.

Jornal ALEF, da comunidade judaica: criado em 1995 pelo jornalista Mauro Wainstock, é direcionado aos leitores interessados em notícias sobre judeus, judaísmo, o mundo judaico e o Estado de Israel. Possui uma versão impressa, mensal; uma versão virtual, disponível no portal http://www.jornalalef.com.br, e uma newsletter eletrônica, enviada três vezes por semana. São mais de 70.000 assinantes em 40 países. O Jornal ALEF vem colecionando prêmios dentro e fora da comunidade judaica e é, de acordo com manifestação expressa da ONU, “fonte de referência séria para veículos nacionais e internacionais”. Entre eles está o francês Le Monde, com mais de 2 milhões de leitores/dia, que frequentemente reproduz reportagens publicadas no Jornal ALEF. Assinatura GRÁTIS: [email protected].

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