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Política

A hora de mudar o modelo (Carlos Chagas)

331 acessos - 1 comentários

Publicado em 31/08/2011 pelo(a) Wiki Repórter RCSM, Belo Horizonte - MG



Por Carlos Chagas

A ortodoxia econômica neoliberal ainda vai nos estrangular. Iniciada por Roberto Campos quando ministro do Planejamento do primeiro general-presidente, Castelo Branco, esse modelo alcançou o ponto alto no período de Fernando Henrique. Foi mantido pelo Lula e agora por Dilma Rousseff. A palavra de ordem é cortar gastos, mas onde? Decidiu o governo derrotar a PEC-300, que estabelecia piso salarial para policiais militares e bombeiros. Também vetou reajustes para os aposentados que recebem mais do que o salário mínimo. Nem quer ouvir falar de vencimentos mais dignos para professores e médicos do serviço público. Além de engavetar a emenda 29, que regulamenta os recursos para a saúde.

Não seria mais fácil aumentar a taxação do lucro dos bancos? Ou cobrar imposto de renda do capital-motel que chega do exterior de tarde, passa a noite e vai embora de manhã? Que tal obrigar os investidores de fora a permancerem um ano no Brasil, aqui reinvestindo seus lucros? E o Imposto Sobre Grandes Fortunas, que foi para a gaveta? Taxar terras improdutivas seria boa solução, assim como a importação de produtos estrangeiros, em especial os supérfluos que vem da China. Pelo menos, acabar com os subsídios dados por diversos estados a esses produtos, via concessão de créditos do ICMS. Estabelecer mecanismos para o retorno ao país de centenas de bilhões de dólares mandados ao exterior por especuladores e bandidos.

Adianta muito pouco o ministro Guido Mantega tirar paliativos da cartola. O que se esgotou foi a estratégia responsável por mais uma crise mundial. O governo já reduz investimentos sociais. Logo estará criando novos impostos para o cidadão comum, reduzindo salários e aumentando o desemprego. Melhor seria mudar o modelo.

A CUT, ONDE ESTÁ A CUT?

No meio de perplexidades produzidas pela equipe econômica, indaga-se onde esgtá a Central Única dos Trabalhadores, um dia constituída para defender os que vivem de salário. O Paulo Pereira da Silva ainda movimenta sua organização, a Força Sindical, mesmo cedendo sempre às exigências do palácio do Planalto, mas a CUT, pelo jeito, o gato comeu. Nenhuma campanha reivindicatória, nenhum protesto. Seria porque os trabalhadores estão felizes com a política restritiva do governo? Ou porque a liderança sindical esgotou-se, à maneira da pelegada que saiu sem deixar saudade, quando os militares entraram? A coisa nova, naqueles idos, foi a CUT. Agora, ficou velha.

MISTÉRIOS MINEIROS

Fosse hoje a eleição para governador de Minas e, com o impedimento para Antônio Anastasia concorrer a um segundo mandato, só mesmo Aécio Neves barraria o caminho até agora aberto pelo ministro Fernando Pimentel. Como o ex-governador e hoje senador é candidato à presidência da República, eis uma forma de o PT renascer, porque possíveis, mesmo, só as vitórias no Rio Grande do Sul, na Bahia e no Acre, com as reeleições de Tarso Genro, Jacques Wagner e Tião Viana. No Distrito Federal, continuando as coisas como vão, Agnelo Queirós não emplaca.

Minas sempre foi um mistério político, pautado por duas paralelas: o senso grave da ordem e o anseio irresistivel da liberdade. Resta saber para onde elas apontam.

TENENTES E COMPANHEIROS

Logo depois da vitória da Revolução de 30, instalado na chefia do governo provisório, Getúlio Vargas foi indagado sobre o que faria com os tenentes. Afinal, eles haviam sido a mola mestra da rebelião contra a República Velha, aderindo aos gaúchos depois de haverem perdido suas duas maiores opções de dominar o país: Luiz Carlos Prestes, que virou comunista, e Siqueira Campos, morto num desastre de avião.

Getúlio, com aquela fleugma conciliatória, dividiu a resposta em duas partes: primeiro, promoveria os tenentes a capitães; depois, nomearia boa parte deles para interventores nos estados. Deu certo, os tenentes desapareceram como categoria, ainda que os sobreviventes renascessem em 1964, como generais.

O episódio é lembrado porque, não demora muito, algum estudante de História perguntará para onde foram os companheiros e a conclusão será de que sumiram, sobrando apenas o Getúlio Vargas dos tempos atuais. Quem? Ora...

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Publicado pelo(a) Wiki Repórter
RCSM
Belo Horizonte - MG



Comentários
01
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PAULO SPOCK
sampa 31/08/2011

RCSM, é hora de mudar o modelo, sim. Mas ñ com mais tributos, nem a CUT e muito menos com as "intenções" do malandro Paulo Pereira da Silva que possuia uma ONG em nome de sua mulher para receber alguns milhões do governo Lula. Essa "mudança" proposta por Carlos Chagas é a própria continuação do Esquema Lula de governo.


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