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Política

Mais de 8,5 milhões de aposentados devem ter o benefício encolhido em 2012

368 acessos - 4 comentários

Publicado em 30/08/2011 pelo(a) Wiki Repórter Jadir de Araujo, São Paulo - SP



Em 2012, mais de um milhão de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Nacional (INSS) que hoje recebem valores acima de R$ 545 devem descer para a base do salário mínimo e outros 7,5 milhões tendem a ver o benefício encolher no ano que vem. O empobrecimento dos inativos deixou uma parcela do Brasil de fora da propagada ascensão social. Os excluídos são aqueles que contribuíram com valores próximos ao teto máximo da Previdência Social, mas que nos últimos 20 anos amargaram uma redução em mais de 50% do benefício. Para sustentar a queda da renda, o recurso é reduzir o patrimônio, cortar sonhos, luxos e contar com a ajuda dos filhos.

Desde 1991, as aposentadorias dos brasileiros vêm encurtando. Há cerca de 15 dias, a presidente Dilma Rouseff vetou dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012 que permitiria aumento acima da inflação para quem recebe mais que o mínimo. Cálculos do professor de direito previdenciário da PUCMinas Lásaro Cândido da Cunha mostram que os aposentados em 1991, com 10 salários mínimos, hoje contam com menos da metade, 4,75, ou R$ 2.589,72, quando deveriam ter um benefício de R$ 5.450. Se mantida a política de reajustes que vigora há cerca de duas décadas no país, em 10 anos o valor atual para esta classe de aposentados tende a cair ainda mais, outros 50%.

A perda de valor das aposentadorias tem tido como efeito um movimento de classes sociais para baixo. Segundo Lásaro Cunha, em exatos 34 anos todos aqueles que se aposentaram pelo máximo, estarão recebendo um salário mínimo. A política de perdas atinge também quem está entrando no sistema. “O modelo atual dá ao aposentado a perspectiva de manter um determinado padrão de consumo, quando de fato não é isso que ocorre. Se a intenção é nivelar todos ao salário mínimo, sem levar em conta a contribuição, precisamos questionar se a sociedade em que vivemos é mesmo capitalista.”

Os índices aplicados aos benefícios nos últimos anos deram um golpe nas contas do ex-comerciante Cláudio Pimentel. “Quando me aposentei, em 1983, fiquei dois anos recebendo 9,33 salários mínimos. Hoje, o benefício é de R$ 2.428, ou 4,4 salários.” Segundo ele, se recebesse o correspondente aos 36 anos e oito meses de contribuição sobre 20 salários mínimos, poderia ter uma vida bem mais tranquila. “Com certeza desci de classe social depois da aposentadoria.” Para sobreviver com o salário partido ao meio, ele cortou os planos para viagens internacionais, vendeu o carro e trocou a casa espaçosa por um apartamento menor, na Região Sul da cidade. Isso sem contar os trabalhos que faz como free lance. “Para complementar a renda, trabalho como artista e garoto -propaganda”, explicou.

Se mantida a política de reajustes pela inflação, as aposentadorias e pensões de todos os segurados tendem a se encontrar no menor patamar. “É uma questão de matemática”, concorda o pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) José Valente, que é otimista diante do panorama. “Se a política for mantida por um longo período, significa que todos estarão recebendo um benefício que ganhou valor.” Ele considera que novas políticas surgirão para adotar o perfil da Previdência ao envelhecimento da população e que o sistema continuará firme no futuro, atraindo segurados para sua base. “A Previdência tem cumprido sua função. Ela é superavitária em seguridade social.”

Mas para quem experimenta a vida de inativo, o ponto de vista é outro. Como Cláudio Pimentel , a pensionista Teresinha de Jesus também precisou refazer as contas e reduzir seu padrão de consumo. A pensão do marido, aposentado em 1988 com 6,9 salários, hoje não passa de três mínimos. “Conto com a ajuda dos meus filhos”, diz ela. Segundo Terezinha, a política cria um ambiente de insatisfação. “É um absurdo. Meu marido morreu tentando rever isso.” Lásaro Cunha aponta que a Previdência é uma construção histórica de cooperação entre gerações que já passaram, que estão aqui e que virão. “Se o sistema for desacreditado, colocado com engodo, não há lei que o segure.”

PROPOSTA

Projeção da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap) é de que pouco mais de 9 milhões de aposentados que recebem acima do mínimo sejam reduzidos para 7,5 milhões no ano que vem. Para evitar a queda livre, a proposta das entidades representativas é uma recomposição de 80% a 100% do Produto Interno Bruto (PIB), além do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). “O veto ao reajuste com ganho real foi uma bomba”, aponta Silberto Silva, vice-presidente de cultura e planejamento da Confederação.

O engenheiro José Geraldo Zanforlin, aposentado em 1994, contribuiu durante 35 anos com o INSS, mas seu padrão de consumo só não despencou graças a uma fonte de renda complementar ao INSS. “Contribuí com o teto, mas recebo R$ 2,5 mil”, diz ele. O aposentado acredita que a salvação da Previdência Social é adequar os rendimentos de acordo com a contribuição. Sem isso, ele considera que os aposentados continuarão empobrecendo em ritmo acelerado. 

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Fonte: jornal "Estado de Minas"

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Publicado pelo(a) Wiki Repórter
Jadir de Araujo
São Paulo - SP



Comentários
01
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nois é nois
nois-sp 31/08/2011

Ontem escrevi meu desabafo--e logo a noitinha começou o espetáculo circense em Brasília pela TV comedia---é chegado o grande dia---cassação de um suposto corrupto-- o mestre de cerimônia inicia seus argumentos fingindo induzir a maioria pela cassação de mandato da "dignissima deputada"--- feito o joguinho de cena,, inicia-se o "trabalho" aquela ladainha peculiar dando mostra que tudo deveria acabar em (PIZZA) a dama sorria,mascava goma e já antevia o feliz resultado---somos todos do mesmo [email protected]#


 
02
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nois é nois
sp 30/08/2011

Pelo andar da Ferrari-os "governantes em Brasília pensam seriamente em receber contribuição daqueles que as duras penas conseguiram se aposentar" corta daqui--usurpam dali--eu não vejo perspectiva para quem ainda esteja no mercado de trabalho em se aposentar--pelo (INSS)- é quase impossível--tamanha a safadeza dos bugigangas travestidas de 1° mandatário do país-(FHC) no linguajar de Jânio um verdadeiro(casputo) seu sucessor o perseguido pelos militares-um verdadeiro (AMEBA) (M) trocado por(M)


 
03
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VITOR LUIZ DOS SANTOS
SÃO PAULO 30/08/2011

O que está faltando hoje, para o bem da verdade, é os nossos orgãos representativos, agir junto a justiça, para rever os nossos direitos; assim como aconteceu com a revisão do teto acionado por um aposentado.Não adianta esperar por promessas por pessoas representativas de nosso país, insensivel ás nossas dificulades e desrrespeitosas aos nossos direitos.Portanto nós, os aposentados que contribuiram com o nosso país e com um valor maior de contribuição junto ao INSS, para que tivessemos uma vida um pouca mais tranquila em nossa velheci, estamos morrendo aos poucos, sem poder pagar um plano de saúde, sem podermos comprar-mos remédios e muitos dependendo dos filhos para sobreviver.
Por tanto é um desaforo, elegermos presidentes e muitos outros políticos, pagando de nossos recursos através de impostos altissimos, um ótimo salário, e nós que com tanto sacrificio, demos as nossas vidas dentro de empresas, sacrificando um desconto maior em nossos pagamento e acabando na miséria enquanto eles vivem uma vida de rei, sem preocupar pelo dia da manhã. Que os Sindicatos pense bem nisso, ajam com coragem é o que está faltando e não esperem por promessas, se não irá acontecer o que está citado acima. Este é o meu desabafo é espero que produza algum resultado e alguns de nós ainda com vida possa sentir vitoriosos em um mundo corrupto e triste de se viver


 
04
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nois é nois
nois-sp 30/08/2011

Quanto mais leio--mais tenho certeza que o desmantelamento das quadrilhas ainda vai longe--quanto mais credito damos as falacias palacianas---mais eles enfiam as mãos na (JACA) sinônimo de cofre!..,,! enquanto certos tipos de '"otoridade tiver fé pública" menos recursos gerado para os aposentados e ,pensionistas,e eles continuam seguindo com o TORPE discurso de porta de boteco tentando fazer terrorismo aos de boa índole--o Brasil agora quebra---gozado né---com roubalheira o país resiste firme!!


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