Atualizado 19h27 Quinta, 12 de setembro de 2013   |   Política de privacidade   |   Anuncie   |   Quem somos   |  
Logo JBWiki Logo JB Publicar Conteudo


O JBWiki! é um jornal online participativo, quem escreve é você!

Como funciona
1 Se você já tem cadastro, sua matéria é publicada na hora em pendentes
Cadastre-se
2 Se você não tem cadastro e quer enviar uma matéria, ela só é publicada depois de aprovação
Enviar matéria sem cadastro

Posts com vídeos

Tatuagem (Chico Buarque)
Publicado em 28/02/2012 pelo(a) wiki repórter Júlio Ferreira, Recife-PE
Guantanamera (Los Sabandeños)
Publicado em 28/02/2012 pelo(a) wiki repórter Júlio Ferreira, Recife-PE
O Artista (Trailer Legendado)
Publicado em 28/02/2012 pelo(a) wiki repórter Júlio Ferreira, Recife-PE
Humor

"A vida de Joãozinho"

707 acessos - 0 comentários

Publicado em 03/12/2010 pelo(a) Wiki Repórter JLCH2, Natal - RN



FONTE: sites.google.com/site/joaomarialopes - Foto: João Maria Lopes
Joãozinho desde de criança que deu muito trabalho a mãe, coitada ainda hoje sofre por causa das palhaçada dessa criatura.

Ate pouco tempo pensava que tivera nascido de um ovo; passou toda a adolescência com essa convicção. Tudo porque, quando criança, vinha descendo no elevador do edifício que morava, entra um casal. A mulher olha para o marido, referindo-se a Joãozinho e diz:

— Olhe o filho da galinha do 504.

Nessa hora Joãozinho soltou um vento desses que estrala e bem fedido. A catinga tomou o elevador, ai a mulher disse :

— Menino você peidou?

E ele bem abusado responde:

— Foi! ou você acha que eu já nasci com essa catinga?

Nesse momento o marido tomou as dores e disse:

— Como é que você peida na frente de minha mulher!?

— Desculpe! Eu não sabia que a vez era dela. (replicou o menino).



Certa vez a mãe de Joãozinho recebeu umas visitas chiques. Nisso ele ficou puxando à saia da mãe:

— Mãe, mãe, oh! mãe.

A mãe perguntou:

— O que é Joãozinho?

Na frente das visitas Joãozinho disse, apontando para a parede:

— Mãe olhe um percevejo na parede!

A mãe meia desconfiada deu um beliscão no menino e com um sorriso para disfarçar disse:

— Você não está vendo menino que ali é um prego.

O menino quando sentiu a dor do beliscão disse:

— Ai mãe!

E continuou o observar à parede. Assustado puxou novamente na saia da mãe e ficou dizendo:

— Mãe, mãe, oh mãe!

A mãe querendo disfarçar, pois sabia que Joãozinho insistia com o percevejo; ficava empurrando o menino, até não puder mais e bem abusada disse:

— O que é?

Foi quando Joãozinho disse:

— Mãe o prego tá andando.



Joãozinho foi ficando maiorzinho e foi trabalhar numa banca de frutas de seu Pedro na feira. O proprietário tinha duas bancas ficou tomando conta de uma e o menino do outra. Joãozinho Era um bom vendedor. Passava o dia gritando: ( oi o melão, a melancia, tem caju de primeira e por ai continuava a oferecer o que tinha para vender. Era uma tranquilidade, até que um dia, chega um negão e diz:

— Eu quero a metade do melão.

— Não vende de metade não, só vende inteiro — Responde o menino.

— Eu só quero a metade.

— Metade eu num vendo não, o dono disse que era para vender só inteiro.

— Se você não cortar eu lhe dou umas porradas.

Joãozinho com medo disse:

— Eu vou falar com o dono se ele deixar eu corto.

— Botou o melão debaixo do braço e seguiu a procura do dono da barraca, só que ele não viu que o negão foi atrás dele, quando encontrou o dono disse:

— Seu Pedro tem um fia da mãe de um negão chato que quer comprar a metade desse melão —. Quando olhou para trás o negão estava logo atrás olhando para ele. — E este outro cavalheiro quer comprar a outra metade —, completou.



Joãozinho foi crescendo, tornou-se rapaz e num desses passeios que levam romeiro para o Juazeiro, ele foi junto. Lá chegando, passeou pela cidade, antes de conhecer a estátua de Padre Cícero, parou num bar e pediu uma dose de cachaça. Continuou lá na frente tomou outra, mais na frente outra, nesse bar sentou-se e pediu uma meota, depois outra meota. Tomou um porre daqueles. Na hora da procissão saiu do bar e a acompanhou. Melado que só pincel de aprendiz. A procissão seguia e ele ai ao lado, vez por outra tombava; era ajudado pelo romeiros que o seguravam para não cair. Pegou a sentir uma sede de matar. Nisso começou a chamar o padre:

— Ei, Ei psiu! Você ai, ei; chame ai esse homem de preto.

Batem no padre e avisam que tem alguém quer lhe falar. O padre já chegar aborrecido, pois todos percebiam que joãozinho está muito embreado.

— O que é? — pergunta o padre.

— Éi me dê um copo dessa coca litro —, apontado para imagem de padre Cícero.

O Padre se irrita: — Que coca litro! Isso é padre Cícero! um santo! foi político, deputado, amigo dos pobres, milagreiro, acoitou lampião; foi tão santo que quando morreu foi enterrado no Juazeiro e quatro meses depois apareceu no Crato.

Joãozinho meio assombro respondeu: — Isso é um padre ou um peba !?



Por causa o desrespeito a Padre Cícero, Joãozinho foi preso; chegando na delegacia o delegado perguntou:

— Esse homem matou?

— não.

— Roubou?

— Não.

— Então por que o trouxeram preso?

— Pois é seu Delegado, esse elemento estava blasfemando com Padre Cícero.

O Delegado vendo que o rapaz não praticar crime algum, resolveu mandá-lo para um manicômio. No dia seguinte o diretor do manicômio precisou de fazer um trabalho de reforma e escalou os doidos para transportar pedras; a cada um deu um carro de mão, nisso joãozinho vinha passando com o carro virado. O diretor disse:

— hei doido, você não está vendo que o carro tá virado?

— Tô —, disse Joãozinho — Se eu desvirar eles enchem.



Viram que Joãozinho não tinha nada de Louco, deram umas porradas e o soltaram. Voltando para a sua terra, quando desceu a rodoviária que foi atravessar a rua para pegar o ônibus foi atropelado. Chega o guarda:

— Você viu a placa.

— Não seu guarda, o carro vinha muito rápido, só sei que era um monza 94 de cor vermelho, 2.0 com injeção eletrônica. A motorista era uma mulher de 25 anos, loira artificial, usava uma blusa xadrez bem decotada, cabelo chanel, brinco de bijuteria fina made em taiwan, colar de pérolas, relógio dourado da marca oriento; tinha um anel no indicador da mão direita, uma aliança de compromisso na esquerda e as unhas pintadas de violeta cintilante.



Depois que passou o susto convidou o guarda para ir a um restaurante, pediram dois bifes, quando o garçom trouxe ficaram discutindo.

— Pode pegar (disse o policial).

— Não por favor pegue você primeiro.

— Não pegue você!

Continuaram na discussão e nenhum dos dois se aventurava pegar primeiro. Veio um gato e pegou um dos bifes. Joãozinho foi rápido pegou o outro pedaço que ficou e disse:

— O gato pegou o seu.

Na saída chamou o garçom:

— Garçom, aqui é para você tomar um whisky —, botou no bolso do garçom.

Quando ele saiu o garçom botou a mão no bolso que pegou, eram duas pedras de gelo.



Um grande amigo dele morreu, coitado era pobre e viúva não tinha recursos para pagar o funeral. No velório ele disse aos amigos que passariam a noite. Vamos fazer uma cotinha para ajudar no enterro, afinal trata-se de um grande amigo que se foi. Com muita luta juntou Cr$ 10,00, ele próprio não deu nada; Entregou a viúva o dinheiro, garantindo-lhe que era tudo que os amigos podiam dar, alegando a crise financeira a sacrificava ao todos. Começou a esfriar, Joãozinho teve outra idéia, vamos fazer outra cotinha e compra cachaça para esquentar o frio, juntou rapidinho Cr$ 100,00; só ele deu dez.



Diante da miséria do amigo que morrera, passou a preocupar-se, pois se morresse hoje, a sua família passaria pelo mesmo problema do falecido amigo. Enquanto matutava o que fazer, chega um equilibrista na cidade que colocava um arame de uma rua para a outra e atravessava. Joãozinho vendo que o cara ganhava dinheiro resolveu fazer a mesma coisa. Só garantias que faria com mais emoção. Amarrou o fio de arame na torre da catedral e a outra ponta no prédio do Inamps e, avisou: - Eu vou atravessar a rua na hora do maior movimento; sairei do Inamps e vou até a torre da catedral, contanto que vocês cooperem e coloquem um dinheirinho na sacola. Começou a juntar gente, era uma sexta feira. Joãozinho rodou a sacola era muito dinheiro, botou no bolso e subiu no Inamps. Lá chegando começou a falar:

— Meus amigos, eu nunca fiz isso, não treinei, provavelmente eu não consiga efetivar a travessia. Só me submeti a tal empreitada porque estou desempregado, meus filhos estão passando fome, hoje não tiveram o que comer se não fosse pelo aperreio que estou passando eu jamais cometeria uma loucura dessas.

Nisso o povo se compadeceu e disse: — Não meu senhor não faça isso! por favor! Pode ficar com o dinheiro. Ninguém vai exigir isso de você. Será a sua morte, desça e vá para casa.

Nessa hora o povo começou a dispersar. Quando Joãozinho novamente gritou:

— Meus amigos, muito obrigado pela compreensão; eu quero avisar que amanhã tem matinê.



Reporte abuso COMPARTILHE No Twitter No Facebook

Todos deste(a) repórter

Publicado pelo(a) Wiki Repórter
JLCH2
Natal - RN



Faça seu comentário - nome e cidade são obrigatórios
 caracteres restantes
Digite o código para validar o formulario

Trocar imagem
Quero ser inserido sempre que este autor inserir um novo post
Quero ser inserido sempre que um comentários for inserido neste post

Se você é um wiki repórter, faça o login e seu comentário será postado imediatamente.
Caso não seja, seu post entrará na lista de moderação de BrasilWiki!
Use a área de comentários de forma responsável.
BrasilWiki! faz o registro do IP (número gerado pelo computador de acesso à internet) de usuários para se proteger de eventuais abusos.
Ao selecionar acompanhar comentários do post ou post do autor, é obrigatório o preenchimento do campo email e não é necessário fazer o comentário.


©1995 - 2013. Brasil Mídia Digital

jb.com.br