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Economia

Assinado acordo Brasil-EUA na área da Defesa

2385 acessos - 2 comentários

Publicado em 16/04/2010 pelo(a) Wiki Repórter Jony Santellano, São José dos Campos - SP





Foto aérea do Pentágono, edifício sede da Defesa americana, onde foi selado o acordo militar Brasil – EUA, em 12 de abril de 2010. - Foto: Toby Simkin / FLICKR
Brasil e EUA assinaram, na última segunda-feira (12l), em Washington DC, um acordo de cooperação para facilitar as relações militares entre os dois países. Através dos termos do acordo serão favorecidos os intercâmbios bilaterais nas áreas de pesquisa, segurança tecnológica, treinamento militar, suporte logístico e "aquisição de produtos e serviços de defesa". A assinatura do acordo-quadro, como é chamado tecnicamente o instrumento jurídico, foi feita no Pentágono, pelo ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, e o secretário da Defesa americana, Robert Gates.

Fontes diplomáticas revelaram que o texto do acordo inclui a aplicação da "cláusula de garantias" exigida pela Unasul (União das Nações Sul-Americanas) onde está prevista a não intervenção, integridade e inviolabilidade territorial. O texto também exclui temas considerados polêmicos, por exemplo, a construção de bases militares de um país no outro, bem como o acesso às instalações já existentes. De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o Brasil informou previamente aos países da Unasul sobre os termos do acordo firmado com os EUA para que houvesse total transparência diplomática na negociação entre os dois países.

O acordo militar assinado entre o Brasil e os EUA é o primeiro ocorrido desde 1977, ano quando venceu o acordo anterior (1952-1977), na época do chamado autoritarismo militar (1964-1985), e o governo Ernesto Geisel não demonstrou interesse na sua renovação.

O ministro Nelson Jobim declarou em Washington que o acordo-quadro (ou acordo guarda-chuva) firmado é um instrumento que permite os EUA dispensarem, se for o caso, uma licitação para a compra dos aviões da Embraer, de acordo com o que é disposto na legislação americana. A possibilidade de compra de 200 aviões Super Tucano brasileiros pela Força Aérea Americana (USAF) é um negócio ainda em fase de estudos, envolvendo valores estimados na casa dos US$ 2 bilhões.

A USAF abriu um processo de escolha para compra de cem aviões turboélice de ataque que possam atuar em operações antiguerrilha na Colômbia. A compra pode ser estendida para outras cem unidades. A Embraer já apresentou uma proposta e enfrenta como principal concorrente no processo o avião suíço Pilates PC-9. Se o Brasil vencer a disputa, a Embraer precisará abrir uma fábrica nos EUA.

A possível venda de 200 aviões da Embraer para a USAF será a maior entrega já feita do modelo Super Tucano. Atualmente, a empresa acumula um total de 168 vendas desse tipo de aeronave, destinadas ao Brasil, Colômbia, Chile, República Dominicana e Equador. O valor unitário de cada Super Tucano varia entre US$ 10 milhões e US$ 15 milhões. A Embraer confirmou que participa do processo de licitação da USAF.

Na opinião de analistas de mercado, os EUA podem utilizar o processo de compra da USAF para pressionar o Brasil a adquirir o F-18 da Boeing, que participa da concorrência para a aquisição de 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), juntamente com o Rafale da empresa francesa Dassault e o Gripen da sueca Saab, no programa F-X2. A concorrência é atualmente considerada uma das maiores compras militares do mundo, com valores estimados em torno de US$ 12 bilhões. Entretanto, o ministro Nelson Jobim afirma que tentará desvincular a negociação do Super Tucano com a compra dos caças para a FAB.

Segundo o secretário Robert Gates, o acordo Brasil-EUA leva a um aprofundamento das relações entre os dois países no plano da Defesa. Vai fortalecer a capacidade militar e prover oportunidades de desenvolvimento industrial. Johanna Forman uma analista do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington (Center for Strategic and International Studies) avalia que o governo brasileiro com este acordo de cooperação bilateral está "fazendo as fundações para a sua indústria de defesa".

FONTES:
- Jornal Folha de São Paulo, 14/abril/2010. (Defesa, p. A12).
- Jornal O Vale’ (São José dos Campos, SP), 14/abril/2010. (Acordo Brasil-EUA pode dar novo rumo ao programa F-X2, reportagem de Eduardo Carvalho, p. 3).
- Jornal Valor, 13/abril/2010. (Acordo militar pode ajudar Embraer a vencer disputa na força aérea americana, reportagem de Alex Ribeiro, p. A4).
- Jornal O Estado de S. Paulo, 13/abril/2010. (Amorim e Jobim criticam cerco diplomático ao Irã, p. A13).
- Jornal O Globo, 13/abril/2010. (Brasil e EUA assinam acordo de parceria militar, reportagem de Marília Martins, p. 13).
- Jornal Brasil Econômico, 13/abril/2010. (Jobim e Gates selam acordo militar, p. 48).
- Jornal Folha de S. Paulo, 13/abril/2010. (Acordo militar com EUA acirra disputa de caças, p. A9).
- Jornal Valor, 08/abril/2010. (Jobim sinaliza preferência por caça francês, reportagem de Caio Junqueira, p. A4).
- Jornal Folha de São Paulo, 08/abril/2010. (Brasil e EUA assinam acordo sem construção de base militar, p. A10).

- Jornal Diário de São Paulo, 08/abril/2010. (Brasil e EUA vão assinar acordo na área da defesa, p. 10).

- Jornal O Vale, 08/abril/2010. (Jobim confirma: Caça é francês, reportagem de Eduardo Carvalho, p. 3).
- LAMPREIA, Luiz Felipe. Acordo de cooperação militar Brasil-Estados Unidos, 11/abril/2010. Disponível em:
http://oglobo.globo.com/blogs/lampreia/posts/2010/04/11/acordo-de-cooperacao-militar-brasil-estados-unidos-282880.asp


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Publicado pelo(a) Wiki Repórter
Jony Santellano
São José dos Campos - SP



Comentários
01
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ubaldo
cordeiro 13/07/2011

A ULTIMA ESPERANCA E AS FORCAS ARMADAS E PELO VISTO ESTA VENDIDA TAMBEM.ACORDO COM EUA E PACTO COM EXU.


 
02
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Cesar
São Paulo 17/04/2010

O acordo visa a cortar nossas asas rumo a sermos os EUA da América do Sul, é uma rédea que pretende adiante, o controle da Amazônia, onde existe o maior aquífero do planeta (Guarani em 2º), as maiores reservas minerais e biodiversidades. Se comprarmos os F18, bye bye soberania sonhada e bomba H tupi.


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