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Diário de um editor-chefe da Geek e da Revista Macmais

809 acessos - 0 comentários

Publicado em 05/04/2010 pelo(a) Wiki Repórter mirna_cavalcanti_de_albuquerque, Rio de Janeiro - RJ



Compro um treco desses agora ou não? - Foto: Internet.

Apple Store da Lincoln Road, Miami Beach, 8:30 do dia 3 de abril. Umas cinquenta pessoas se aglomeram na fila dos que reservaram sue iPad. Mais umas cem na fila dos que não reservaram mas querem comprar o bicho. Vinte minutos antes da loja abrir, os funcionários saem gritando e batendo palmas.

9:00

Às nove em ponto a loja abre e os primeiros felizardos entram. Um garoto muito simpático me atende. Logo descubro que os acessórios que queria comprar - o dock com teclado e o adaptador para ler cartões flash - não chegaram. Acabo levando um iPad de 32gb, a capinha da Apple e o dock bluetooth (que só serve para ser usado com o teclado sem fio da Apple, nada mais). Enquanto não pego o iPad, vou twitando o clima para os leitores que seguem nosso Twitter (@macmais, @brgeek). Compra feita, me dirijo a um café próximo para escrever este artigo. Sim, tudo aqui foi escrito direto no iPad. Fui testando o brinquedo durante o dia e atualizando o post.

Sincronizando

11:00

Depois do unboxing ritual, plugo o iPad no MacBook para sincronizar. Sim, sem plugar o treco em um computador com iTunes ele não faz nada. Se você tiver Mobile Me o pessoal da Apple Store se oferece para sincronizar o iPad em um dos Macs da loja. Faço o update do itunes e mando bala. Na pressa, não percebo que todas as apps e mais de 2.000 fotos estão selecionadas e que a coisa ia demorar demais. Volto e refaço a operação. Aproveito para tomar o café da manhã.

13:00

Pad em 100% da bateria, começo o test. Primeiro problema: não teem a opção do Português no menu International, então o autocomplete é em inglês, o que atrapalha muito a digitação. De propósito deice este parágrafo seem corrigir para vocês sentries o drama. Ondesligssacoisa?

Digitar os acentos é um pouco mais difícil que no iPhone também, pois você tem que escorregar o dedo até a letra acentuada. Mas, no geral, é perfeitamente possível escrever textos grandes no teclado virtual. Só recomendo o teclado físico para jornalistas ou quem vive de escrever. Programas de iPhone ficam meio esquisitos no iPad, muito pixelados. Até dá para usar, mas fica aquela sensação de "cadê a versão HD?" Além da tela maior, o iPad pede (haha) aplicativos mais sofisticados. Testo alguns joguinhos e o Fring e fico bem desapontado. Aliás, o único lugar em que a tal falta de multitasking atrapalha é no programa de mensagens instantâneas. É impraticável ficar abrindo e fechando programas para ver suas mensagens. Acabo deixando o iPhone ligado do lado só para usar o Fring.

14:00

Começo a baixar programas. O primeiro é o Pages porque o wordpress está meio bugado no iPad: o campo de texto fica embaixo do teclado. Me atrapalho um pouco porque na posição horizontal a barra de menu do Pages some. Muito bom, porque sobra mais espaço para o texto, mas é preciso colocar o aparelho vertical para clicar no botão Undo. Fora isso, a adaptação do processador de texto para a tela touch é perfeita Tem até dicionário. Mais tarde vou plugar o iPad no Mac para ver como ele transfere os arquivos. Baixo em seguida o iBooks, que já vem com um livro do ursinho Pooh. Procuro por um livro do Ian McEwan e não acho nenhum. Ponto para a Amazon que tem todos os livros dele no Kindle. Infelizmente, a app do Kindle para iPad é bem inferior ao iBooks. É só o velho Stanza do iphone ampliado e rebatizado.

15:00

Duas horas depois, a bateria está em 83%. Parece que a promessa de dez horas de bateria vai ser cumprida. Baixo o leitor de gibis da Marvel Comics. Este, afinal, é o grande motivo para eu querer comprar um iPad. O programa, criado pela comixology, é perfeito. Os quadrinhos são perfeitamente legíveis na tela e para visualizar páginas duplas basta virar o iPad. Quanto aos jornais eu tenho minhas dúvidas, mas os quadrinhos com certeza vão renascer na era digital. Os únicos poréns: os burrões da Marvel só colocaram gibis de 2008 para trás para download e o preço é caro. Cobrar US$ 2 por um gibi digital velho é pedir para o pessoal continuar pirateando.

Agora vou dar um intervalo porque tenho mais dois ipads para comprar. Daqui a pouco tem mais.

17:00

Bateria a 66%. Consegui voltar até a loja e comprar mais dois ipads. Com impostos e taxas vão chegar no Brasil por quase R$ 2.000. Acredito que o preço official não fique muito acima disso, mas sou um eterno otimista. Aproveito o descanso para refletir um pouco sobre o produto. Muita gente não gostou do iPad no lançamento, incluindo aí alguns macmaníacos de carteirinha. Conversando com eles, acabei chegando a conclusão de que o que eles queriam era um netbook da Apple. Com algumas horas de uso já deu pra perceber que o iPad faz tudo que um netbook faz e muito mais. Não roda o Mac OS X, mas e daí? Somente uma parcela bem pequena de usuários profissionais vai precisar de programas que não terão como ser portados ou algo bem parecido para o iPad. Em compensação, milhares de outros vão se esbaldar com as apps que só estavam esperando um aparelho como este para serem criadas.

O iPad é o primeiro computador que pode ser operado confortavelmente de pé, na cama, na rede, no banheiro. É tão fácil de usar que pode ser instantaneamente utilizado por crianças de três anos e velhinhos de 90 que nunca antes neste país pegaram em um PC.

São 17:30 e eu ainda não almocei. Hora de uma nova pausa.

19:00

Em uma hora e meia de pouco uso (só ouvindo música, escrevendo e fazendo demonstrações rápidas para quem parava embasbacado), o iPad perdeu bem pouca bateria. Depois de oito horas, ainda não cheguei na metade do caminho. Ao sair do hotel, outra boa surpresa: a mochila sem o MacBook 2,5kg mais leve. As costas agradecem. Tive uma ideia para ajudar no autocomplete que está me deixando louco. Mudar a lingua para o espanhol. Vamos lá.

!Un restart después ca estoy de vuelta¡ bien mejor!

Toda a operação de troca de idioma não demorou 10 segundos. Nada como um computador que não precisa salvar, abrir ou duploclicar arquivos.

21:00

Muitas apps baixadas depois, estamos com 25% de carga. O suficiente para ver um ou dois seriados antes de dormir. Entre os programas, o destaque vai para Real Racing HD, um game de corrida que já era bom no iPhone e ficou maior e melhor. Adobe Ideas é um programa simples, mas bem legal para rabiscar, dando uma acertadinha no seu traço. Baixei também o Accordion só pra ver como é um programa de sanfona. É tão ou mais difícil que tocar o instrumento real. Prevejo que não vai demorar muito para aparecerem iPad bands. O Programa do New York Times é bacana, mas só traz um aperitivo do jornal. A assinatura do Wall Street Journal é mais cara no iPad que na web. Aparentemente a velha mídia ainda tem medo do bicho.

22:00

Bateria a 14% e eu ainda não saí do Starbucks. Parece que chegarei às 23 horas sem problemas. A única coisa que não fiz foi assistir vídeos, mas o voo da volta vai matar essa questão. Provavelmente reduzindo o brilho da tela ele deve durar mais. Passei o dia inteiro escrevendo no iPad e posso afirmar categoricamente que o teclado virtual é muito bom. O único problema é a dor no pescoço de ficar olhando para baixo. Afirmo também que dá para usar o iPad como computador principal, mesmo ele não tendo sido criado para isso (vide a necessidade de sincronização para funcionar). Para quem não depende de Photoshop, Final Cut ou outro programa específico (ou seja, 90% da humanidade), o iPad dá e sobra. E a verdade é que nada impede que apareçam programas tão sofisticados quanto esses para o iPad. Ele é muito mais que um iphonão e os desenvolvedores vão ser os primeiros a perceber isso. É só uma questão de tempo para podermos editar nossos vídeos, desenhar em vetor e diagramar revistas com os dedos.

23:00

Consegui completar as dez horas regulamentares e ainda sobraram 6% de bateria. Resumo da ópera: a Apple conseguiu de novo.

No dia seguinte!

Estou aqui em uma ensolarada manhã de domingo curtindo o Wi-Fi grátis da praia de Miami e refletindo sobre a nova era da computação que começou ontem. Logo teremos clones chineses do iPad rodando Android a menos de US$ 100. Teremos também o iPad com câmera, o iPad XL para ler o jornal e diagramar spreads, o iPad Mesa, o iPad mini (conhecido anteriormente como iPhone). A interface touch é como a heroína, um caminho sem volta.

Mas deixemos o futuro pra depois. Compro um treco desses agora ou não? Os que pensam em esperar a versão 3G devem lembrar que o chip microSIM que a Apple utiliza não é vendido no Brasil (nem nos EUA, para falar a verdade). Nada que um bom hacker com uma serra não resolva, mas tem outro porém. Se você já tem um celular, vai ter que pagar outra conta telefônica. Nos EUA, com a AT&T cobrando vinte doletas pelo plano de dados por mês, faz sentido, mas vá saber quanto as operadoras vão cobrar por aqui.

Os que esperam a versão com câmera, vão ter que esperar um pouco mais, provavelmente até o final do ano ou um pouco mais. Mas ela virá. Meu palpite é que o iPad só não tem câmera porque com ela a Apple não conseguiria atingir o preço mágico de US$ 499. Jobs deve ter dito "botamos essa droga em todos os MacBooks e ninguém usa, pode tirar".

Fonte:
http://br.tecnologia.yahoo.com/article/05042010/7/tecnologia-botamos-mao-no-ipad.html

Se quiser saber mais e ver vídeos sobre o ipad: http://www.apple.com/ipad/features/


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