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Economia

Paraguai quer negociar livremente o excedente de energia com o Brasil

1068 acessos - 1 comentários

Publicado em 27/05/2009 pelo(a) Wiki Repórter mirna_cavalcanti_de_albuquerque, Rio de Janeiro - RJ



Diretor paraguaio de Itaipu apresentou proposta a empresários nesta quarta-feira (27), na Fiesp

Os diretores brasileiro e paraguaio de Itaipu Binacional estão divergindo sobre a comercialização da energia que o Paraguai tem direito e não consome. Cada país-sócio tem 50% da produção da empresa, mas o Paraguai consome apenas 5% e, de acordo com o Tratado de Itaipu de 1973, o Brasil tem preferência na compra do excedente.

Em reunião com empresários paulistas nesta quarta-feira (27), o diretor paraguaio de Itaipu Binacional, Carlos Mateo Balmelli, defendeu a proposta de vender diretamente no mercado brasileiro este excedente de energia a que o Paraguai tem direito, mas que não consome. "Temos que olhar para o futuro, ampliar o horizonte de possibilidades", afirmou. Para ele, "vivemos um novo tempo em que o conceito de soberania foi modificado" e que Itaipu deixou de ser "moeda de troca política" para se tornar uma empresa técnica.

Divergente

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Miguel Samek, discorda do posicionamento do colega paraguaio. "Itaipu não foi construída para ser um negócio. O Brasil conta com essa energia, porque senão não teria feito o investimento que fez, se endividando e pagando juros altos por vários anos", argumentou.

No entanto, Samek disse que não há problema de a empresa Ande (estatal do Paraguai) comercializar energia paraguaia no Brasil, desde que não seja aquela gerada em Itaipu. "O Tratado não permite a venda direta desta energia no mercado brasileiro pela Ande", reiterou.

Indústria

Já o diretor de Energia da Fiesp, Carlos Cavalcanti, acredita no desenvolvimento de um diálogo que não comprometa o futuro da relação entre os dois países. "Não podemos fazer acordos para o período de vigência de governos".

O presidente do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) e ex-diretor de Itaipu, Fernando Xavier Ferreira, salientou que o Tratado foi implementado respeitando a soberania dos dois países. "O período do empreendimento é de 50 anos e, durante esse tempo, é possível que os países tenham momentos distintos, de altos e baixos", disse.

Ele lembrou que o Brasil se responsabilizou pela captação de recursos financeiros para a construção da usina hidrelétrica e que o Tesouro Nacional avalizou o financiamento. "Mesmo com inúmeros obstáculos, o Brasil honrou seus compromissos", pontuou.

Entenda o caso

O Paraguai está pedindo ao governo brasileiro a revisão do Tratado de Itaipu, assinado em 1973. Nele foi acordado o aproveitamento hidrelétrico do Rio Paraná, e constituída a empresa Itaipu Binacional para a construção da usina. Cada país entrou com US$ 100 milhões, mas a construção custou cerca de US$ 18 bilhões, que serão pagos até 2022.

Com 12,6 milhões de kilowatts de potência, Itaipu vende a energia que produz para a Ande (Paraguai) e para a Eletrobrás (Brasil). Pelo Tratado, o Paraguai é obrigado a ceder ao Brasil a energia excedente de sua cota de 50% não pelo preço de mercado, mas por uma compensação monetária fixada pelo Brasil, equivalente a US$ 8 megawatt/hora.

O Paraguai quer rever o valor desta compensação monetária, que hoje é de US$ 300 milhões para US$ 2 bilhões anuais. Além disso, o país vizinho quer ter liberdade para vender o excedente de energia a outros países pelo preço de mercado.

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

http://www.fiesp.com.br/agencianoticias/2009/05/27/itaipu_energia_comercializacao.ntc

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Publicado pelo(a) Wiki Repórter
mirna_cavalcanti_de_albuquerque
Rio de Janeiro - RJ



Comentários
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henry
rj 01/06/2009

Quem é o Paraguai para querer alguma coisa.


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